Papo firme e reto, conversando com Aninha Magalhães colocamos o papo em dia,
ela me conta um pouco da sua vida passada, de como deixou o tempo decidir por ela,
e eu vou fazendo um retrocesso do tempo e chego na minha historia também.
Quando eu era menina, fui muito protegida, achava que Deus tinha feito o mundo para mim,
meu mundo cercado de flores coloridas e de castelos encantados, onde eu era a princesa.
Aninha me conta que também se sentia assim, seus pai era Diplomata e por esse motivo
ela teve uma vida escolar partida, sem uma trajetória normal, e logo perdeu o fio da meada,
Lembro que para mim também foi assim, devido a carreira do meu pai, mudanças de cidades,
escolas, amigos, acho que foi esburacado esse pedaço da minha vida, importante ter amigos e
criar historias, eu tive turmas queridas, mas fui deixando para traz......
Aninha me conta que fez; Violão, Inglês, Francês, Escola de Arte, Natação....
Digo a ela que eu também fiz tudo isso, mas que na época achava tudo um tédio,
ela riu e me contou que para ela o que mais "gostava" era do espelho, pois se achava
"linda"!....
Também dou gargalhadas, outra semelhança , meu mundo era de glamour, adorava
sonhar, sonhar e sonhar....
O tempo passa, e hoje Aninha e eu, duas senhoras "enxutas" pois continuamos a gostar
do espelho e dos sonhos, chegamos a algumas conclusões...
Não se da tudo para quem não tem maturidade de decidir, de graça não tem graça.
Já somos avós e é assustador, ai ficamos sérias e preocupadas, um mundo gigante,
bem diferente do nosso, tudo era mais simples e natural.
Hoje a roda-gigante do mundo é tão maior, tudo cresceu de forma global, sem
limites e barreiras.
O mundo ficou tão material, se tem tudo, se pode tudo, as crianças já nascem com
a tecnologia na digital, o consumismo é o primeiro mandamento, o individualismo,
é bem pior que o espelho que Aninha se enxergava.
A criança e a escola, as obrigações, as tarefas, os cursos extras, as tiranias infantis,
são adultos pequenos sem controle remoto, sem pilhas antigas, mas baterias potentes.
Mundo do consumo, da cara centrada no computador, mundo sem cirandas e cirandinhas,
mundo da musica apelativa , sem poesia e sem pudor....
Mundo ligeiro, é a roda gigante que roda, roda, roda numa velocidade rápida e sem freio,
Aninha muda de assunto, me conta da sua viagem a Roma, da Fontana de Trevi, da rua
chique e elegante, a rua Do Corso, onde o vai evem de pessoas coloridas, pessoas que se
esbarram mas nem se olham, do calor escaldante, do passado cheio de Historias registradas,
sobreviventes do tempo.....
Bom, ta na minha hora, escuto a voz deliciosa de um dos meus netos,
"Vovó, vovó"!!!!
"Viemos de buscar"!!!!!!
Abraço Aninha e vou embora.
Abraço meu neto, quero que ele seja apenas feliz, num mundo calmo, talvez mais lento,
sem pressa, onde amar fosse o verbo principal....
domingo, 26 de julho de 2015
terça-feira, 21 de julho de 2015
Diário de Bordo, primeira parte.
No dia 20 de junho, fomo fazer uma viagem, havia um importante objetivo, assistir a prova Ironman, em Nice, na França,, meu genro Fabrício iria participar, então organizamos uma pequena torcida.
Lá fomos nós, Carol, Fá, Enrico, meu neto mais velho, 9 anos, o Enzo, meu neto de 6 anos, Amires e eu.
Seria uma grande oportunidade de encontrar com a minha irmã Bebel e o meu cunhado JP, eles moram
na França.
Sempre tive muito medo de viajar de avião, tenho que confessar, mas dessa vez foi diferente, me senti segura e protegida...
Depois de 13 horas de voo, escuto a voz do piloto em Espanhol, estamos aterrizando no aeroporto de Madri, Adolfo Suares.
Descemos ao som de California Dreamim, 4 horas da manha, ainda era noite, mas as luzes iluminavam
o céu.
Não consegui deixar de pensar em "você", meu Herói amigo, senti que surfava nas nuvens, senti sua voz
no meu ouvido,
"Não disse que viria"!!!!!!
Me senti no meu momento Escarlett o Hara, do filme" E o Vento Levou," tão forte e feliz....
Apreciei a descida de olhos abertos, acho que perdi o" medo da chuva.".....
Tenho muita coisa legal para contar, isso foi só achegada, capítulos curiosos e imagens registradas,
bolhas nos pés, linda chegada do Fá, vou contar, prometo.
Lá fomos nós, Carol, Fá, Enrico, meu neto mais velho, 9 anos, o Enzo, meu neto de 6 anos, Amires e eu.
Seria uma grande oportunidade de encontrar com a minha irmã Bebel e o meu cunhado JP, eles moram
na França.
Sempre tive muito medo de viajar de avião, tenho que confessar, mas dessa vez foi diferente, me senti segura e protegida...
Depois de 13 horas de voo, escuto a voz do piloto em Espanhol, estamos aterrizando no aeroporto de Madri, Adolfo Suares.
Descemos ao som de California Dreamim, 4 horas da manha, ainda era noite, mas as luzes iluminavam
o céu.
Não consegui deixar de pensar em "você", meu Herói amigo, senti que surfava nas nuvens, senti sua voz
no meu ouvido,
"Não disse que viria"!!!!!!
Me senti no meu momento Escarlett o Hara, do filme" E o Vento Levou," tão forte e feliz....
Apreciei a descida de olhos abertos, acho que perdi o" medo da chuva.".....
Tenho muita coisa legal para contar, isso foi só achegada, capítulos curiosos e imagens registradas,
bolhas nos pés, linda chegada do Fá, vou contar, prometo.
quarta-feira, 10 de junho de 2015
NÓ NA GARGANTA
Ha quase 8 meses, perdi meu irmão assassinado, algo devastador na vida de todos nós,
Ico tinha 52 anos e percebia que ele estava num momento muito feliz...
Ico morava com o meu pai, Paulo, desde a morte da minha mãe, em 9.5.2009.
Francisco era um filho, amoroso, companheiro, na hora de dormir, sentava ao lado
do meu pai e com todo respeito fazia a oração da noite, oração tão importante para
o meu pai.
Francisco chamava meu pai de quase 90 anos de paizinho....
Nesses quase 8 meses da perda do filho, meu pai não mais se recuperou, ficou internado
quase um mês, não houve um diagnostico, era apenas um pai, que no silencio, sofria a perda
do filho.
Bom, conto tudo isso, pois nessa semana, aconteceu algo muito curioso e juro, precisava
compartilhar com vocês.
Papai me ligou, aflito, querendo saber o andamento do processo, ele queria saber por que
nunca foi ouvido, queria fazer a defesa do filho dele, Francisco de Assis Camargo Magano.
Meu pai então pediu para um do seus cuidadores que anotasse o que ele queria dizer, no dia
que fosse chamado para depor.
"Excelentíssimo senhor Presidente do Tribunal do Juri, digníssimo representante do Ministério
Publico.
Estava, eu, alegre com a minha idade próxima dos 90 anos, quando soube do assassinato do
meu filho Francisco, que havia saído a noite para passear por uma rua da capital paulista, lá,
quando saiu do carro, apareceram dois elementos que fizeram disparo de arma contra ele,
Foi surpreendido com essa agressão, mas mesmo assim procurou reagir, porem os tiros o
atingiram e ele caiu ao chão praticamente morto.
O réu que esta sendo julgado foi o que atirou no meu filho e o outro que o auxiliou ainda encontra-se
foragido.
Eles praticaram uma ação não só criminosa, mas ofensiva a Deus e Nosso Senhor Jesus Cristo,
o assassinato constitui num dos mandamento, declarado, Não Mataras.
Emfim, o réu aqui julgados pelos senhores, praticou o pecado mais violento certamente inspirado
pelo demônio,.
Com relação a mim, o assassinato do meu filho, provocou um golpe na minha saúde e no meu organismo,
Fui levado para o hospital e ali internado durante mais de vinte dias, com o risco de perder a vida.
Graças a Deus fiquei curado, mas sinto uma dor infinita por ter perdido meu filho, cruelmente morto,
Sofri bastante, mesmo após a internação, pois ele morava comigo e era meu grande companheiro,
todos os dias.
O réu aqui julgado deve receber a pena prevista na lei, por homicídio.
Peço aos senhores jurados que considerem agravantes , pois atingiram a minha família e a mim.
No mundo atual a influência do mal recai sobre os jovens que praticam crimes, matando as pessoas
com crueldade e perversidade diabólica.
Peço aos meus colegas que influenciem o Poder Executivo a eliminar esse perigo, que esta sendo tão
frequente'....
Paulo
10.06.2015"
Ico tinha 52 anos e percebia que ele estava num momento muito feliz...
Ico morava com o meu pai, Paulo, desde a morte da minha mãe, em 9.5.2009.
Francisco era um filho, amoroso, companheiro, na hora de dormir, sentava ao lado
do meu pai e com todo respeito fazia a oração da noite, oração tão importante para
o meu pai.
Francisco chamava meu pai de quase 90 anos de paizinho....
Nesses quase 8 meses da perda do filho, meu pai não mais se recuperou, ficou internado
quase um mês, não houve um diagnostico, era apenas um pai, que no silencio, sofria a perda
do filho.
Bom, conto tudo isso, pois nessa semana, aconteceu algo muito curioso e juro, precisava
compartilhar com vocês.
Papai me ligou, aflito, querendo saber o andamento do processo, ele queria saber por que
nunca foi ouvido, queria fazer a defesa do filho dele, Francisco de Assis Camargo Magano.
Meu pai então pediu para um do seus cuidadores que anotasse o que ele queria dizer, no dia
que fosse chamado para depor.
"Excelentíssimo senhor Presidente do Tribunal do Juri, digníssimo representante do Ministério
Publico.
Estava, eu, alegre com a minha idade próxima dos 90 anos, quando soube do assassinato do
meu filho Francisco, que havia saído a noite para passear por uma rua da capital paulista, lá,
quando saiu do carro, apareceram dois elementos que fizeram disparo de arma contra ele,
Foi surpreendido com essa agressão, mas mesmo assim procurou reagir, porem os tiros o
atingiram e ele caiu ao chão praticamente morto.
O réu que esta sendo julgado foi o que atirou no meu filho e o outro que o auxiliou ainda encontra-se
foragido.
Eles praticaram uma ação não só criminosa, mas ofensiva a Deus e Nosso Senhor Jesus Cristo,
o assassinato constitui num dos mandamento, declarado, Não Mataras.
Emfim, o réu aqui julgados pelos senhores, praticou o pecado mais violento certamente inspirado
pelo demônio,.
Com relação a mim, o assassinato do meu filho, provocou um golpe na minha saúde e no meu organismo,
Fui levado para o hospital e ali internado durante mais de vinte dias, com o risco de perder a vida.
Graças a Deus fiquei curado, mas sinto uma dor infinita por ter perdido meu filho, cruelmente morto,
Sofri bastante, mesmo após a internação, pois ele morava comigo e era meu grande companheiro,
todos os dias.
O réu aqui julgado deve receber a pena prevista na lei, por homicídio.
Peço aos senhores jurados que considerem agravantes , pois atingiram a minha família e a mim.
No mundo atual a influência do mal recai sobre os jovens que praticam crimes, matando as pessoas
com crueldade e perversidade diabólica.
Peço aos meus colegas que influenciem o Poder Executivo a eliminar esse perigo, que esta sendo tão
frequente'....
Paulo
10.06.2015"
segunda-feira, 8 de junho de 2015
INEDITO E VERÍDICO...
São Paulo, 8 de junho de 2015,
Entro em um táxi, o motorista todo gentil me diz,
"Bom Dia"!
Respondo, também gentil,
"Boa tarde"!
"Digo bom dia, pois é a primeira vez que vejo a senhora"!
Penso com os meus botões, que educado...
"A senhora quer que eu ligue o ar condicionado"?
"Por favor"!
Ele é bem falante,
"Precisa da senha do wi-fi
Estou pasma, atendimento V.I.P!!!
"Não, não é preciso"!
Ele me conta, foi almoçar com sua mãe, sua velhinha.
Curiosa, eu pergunto, a idade da sua mãe velhinha,
fico abalada, ela é mais nova do que eu, sera que tanta
gentileza é por ele ter achado que eu sou também velhinha,
ele começa a contar o que almoçou, arroz, feijão, carne de panela,
faz uma pausa,
silencio, mas logo diz,
"Desculpe, a musica esta incomodando"?
Estou impressionada e confusa.....
"Olha, chegamos, quanto foi a corrida"?
Ele faz questão de estacionar o carro, olha para mim e diz,
"Desculpe não abrir a porta para a senhora"!
Agradeço e não sei por que, penso no almoço da sua "mãe velhinha"!!!
Entro em um táxi, o motorista todo gentil me diz,
"Bom Dia"!
Respondo, também gentil,
"Boa tarde"!
"Digo bom dia, pois é a primeira vez que vejo a senhora"!
Penso com os meus botões, que educado...
"A senhora quer que eu ligue o ar condicionado"?
"Por favor"!
Ele é bem falante,
"Precisa da senha do wi-fi
Estou pasma, atendimento V.I.P!!!
"Não, não é preciso"!
Ele me conta, foi almoçar com sua mãe, sua velhinha.
Curiosa, eu pergunto, a idade da sua mãe velhinha,
fico abalada, ela é mais nova do que eu, sera que tanta
gentileza é por ele ter achado que eu sou também velhinha,
ele começa a contar o que almoçou, arroz, feijão, carne de panela,
faz uma pausa,
silencio, mas logo diz,
"Desculpe, a musica esta incomodando"?
Estou impressionada e confusa.....
"Olha, chegamos, quanto foi a corrida"?
Ele faz questão de estacionar o carro, olha para mim e diz,
"Desculpe não abrir a porta para a senhora"!
Agradeço e não sei por que, penso no almoço da sua "mãe velhinha"!!!
segunda-feira, 1 de junho de 2015
Os Dias Estranhos
Os dias estranhos nos encontraram, entraram pelos fundos do meu quintal.
Os dias estranhos... vou contar o que vi e ouvi, eles estavam furiosos, usavam
fardas de guerra, derrubaram os muros da minha casa, com seus coturnos sujos
pisaram nos canteiros do meu jardim...
Queriam água, comida, vasculharam gavetas, abriram os armários...
estavam desfigurados.
Tive medo e me escondi, falavam de uma exaustão, do cansaço,
das lutas sem tréguas, da solidão, do tédio, dos conflitos, do peso
das repetições de historias, das noites sem lua, sem estrelas.
Os dias estranho me encontraram, queriam os meus sonhos,
impiedosos buscavam toda a humanidade., como ventania se foram.
Amanhecia, devagar, vi a noite acordando o dia, um raio
do sol, os passarinhos começavam a cantar, estava sem força e coragem,
mas era tempo de recomeçar, lembrei que ainda haviam sementes de girassol.
Peguei uma pá, arregacei as magas rasgadas da minha roupa, cavei com
força, na terra ainda molhada do orvalho, plantei uma nova esperança!!!
Os dias estranhos... vou contar o que vi e ouvi, eles estavam furiosos, usavam
fardas de guerra, derrubaram os muros da minha casa, com seus coturnos sujos
pisaram nos canteiros do meu jardim...
Queriam água, comida, vasculharam gavetas, abriram os armários...
estavam desfigurados.
Tive medo e me escondi, falavam de uma exaustão, do cansaço,
das lutas sem tréguas, da solidão, do tédio, dos conflitos, do peso
das repetições de historias, das noites sem lua, sem estrelas.
Os dias estranho me encontraram, queriam os meus sonhos,
impiedosos buscavam toda a humanidade., como ventania se foram.
Amanhecia, devagar, vi a noite acordando o dia, um raio
do sol, os passarinhos começavam a cantar, estava sem força e coragem,
mas era tempo de recomeçar, lembrei que ainda haviam sementes de girassol.
Peguei uma pá, arregacei as magas rasgadas da minha roupa, cavei com
força, na terra ainda molhada do orvalho, plantei uma nova esperança!!!
sexta-feira, 8 de maio de 2015
O Advento
A terra pronta, molhada, cevada, uma nova vida se anunciando.
E foi assim que te conheci, um coração a mais batia dentro de mim,
sentia que partilhávamos a mesma respiração.
Acordávamos juntos, ouvíamos musica, riamos e até chorávamos
e, colados, vivemos dias, horas e meses.
Sentia você crescendo, seus sobressaltos e seus pezinhos me chutando...
Fui conhecendo um novo ser que crescia dentro de mim e, como terra
semeada, alimentar uma nova vida, um filho.
Quer cultivo mais sagrado?
Gerar uma vida... era merecedora de tal graça?
Vou te dar um nome lindo, amamentar-te , te carregar nos braços,
te acolher no meu colo de mãe, te amar, te amar, te amar!!!
Vou te proteger, você vai crescer, vou te ensinar a voar
e, todas as vezes que me chamar de mãe, sei, que vou morrer de amor!
E foi assim que te conheci, um coração a mais batia dentro de mim,
sentia que partilhávamos a mesma respiração.
Acordávamos juntos, ouvíamos musica, riamos e até chorávamos
e, colados, vivemos dias, horas e meses.
Sentia você crescendo, seus sobressaltos e seus pezinhos me chutando...
Fui conhecendo um novo ser que crescia dentro de mim e, como terra
semeada, alimentar uma nova vida, um filho.
Quer cultivo mais sagrado?
Gerar uma vida... era merecedora de tal graça?
Vou te dar um nome lindo, amamentar-te , te carregar nos braços,
te acolher no meu colo de mãe, te amar, te amar, te amar!!!
Vou te proteger, você vai crescer, vou te ensinar a voar
e, todas as vezes que me chamar de mãe, sei, que vou morrer de amor!
segunda-feira, 4 de maio de 2015
"OS SENTIDOS DA ALMA'
Vem de longe, era um folha enorme, desenhada e pintada,
vem voando pela alameda, o vento brinca e ela dança.
A folha emfim aterriza aos pés da árvore centenária...
A folha descansa do seu passeio, me aproximo, quero
olhar o desenho e as cores, sou bem curiosa!!!
O desenho era do sol se pondo no meio do mar,
o mar gigante abraçava o sol, mas o que me chamou
a atenção foi a data, 2 de fevereiro de 1993.
Então diante da folha, mergulhei no mar, me aqueci
junto ao sol, sentei na soleira da árvore e vaguei sem
destino.
2 de fevereiro de 1993.
Entro em uma casa, com janelas abertas para
o quintal, posso sentir o aroma das goiabeiras
escuto o latido da Belga, uma Pastora Alemã,
amiga e guardiã, me aproximo, escuto o barulho
da máquina de escrever, é meu pai, trabalhando,
mamãe ao seu lado, lê um livro, acho que é de
poesias, Guilherme de Almeida, reconheço pela
encadernação...
Vou entrando devagar, a Belga logo se chega,
vem toda amorosa, acho que esta com saudades!!!
Os porta retratos ainda estão sobre a escrivaninha,
as fotografias intactas...
O passado existe, em que lugar esta guardado?
vem a noite, outro dia, outra noite, mais um dia,
ontem já foi presente, presente que ficou no passado,
mas a casa de janelas abertas para o quintal...
ainda tem o perfume das goiabeiras.
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