quinta-feira, 21 de julho de 2016

Para o Enrico

-Vovó conta uma história de arrepiar...
Enrico meu neto mais velho, 10 anos, anda muito curioso,
o mundo sobrenatural anda povoando sua cabeça!
Não sei se aconteceu também com vocês, mas quando eu  era
criança tive várias experiências  de dar um medo danado,
precisava encostar a minha cama com a cama da minha irmã e
dormir de luz acesa por dias!!!
Mas o Enrico é duro na queda, as historias que eu contei
não o fez tremer nas bases, também pudera, no mudo
de hoje, o que realmente da medo?
Mas de qualquer maneira vou contar, aqui, algo que eu
juro que aconteceu comigo.
Eu tinha uns 11 anos e estava na casa da minha tia Ilse
ela mora em Sorocaba,( hoje dia 21 de julho de 2016
ela esta completando 89 anos, parabéns tia querida)...
Bom, era hora de dormir,  Ilse Maria, Ieda, Ilka e eu,
então  quase mocinhas, estávamos a tagarelar, assuntos
de paquera, dos meninos bonitos,  das roupas lindas e coloridas,
da vida, dos sonhos...
Meu tio, Jocelin, dava umas broncas e a gente morria de rir!
O sono chegou, o silêncio tomou conta da noite, eis que de repente
eu acordei!!!
Dei um berro, foi um berro bem alto, tia Ilse veio correndo, coitada...
contei o acontecido, tinha visto um senhor sentado na minha cama,
olhando para mim.
Era um homem bem vestido e sorria, usava camisa branca, é o que
me lembro...
Tia Ilse me acalmou, me abraçou e disse:
-Era seu avô Afonso, ele veio te visitar....

PS Hoje lembrei dessa visita tão amiga...
Beijos vovô Afonso.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Arte da Clô


Ola amigos,
Quero apresentar a vocês o que tenho feito ultimamente: a "Arte da Clô".
Faz um tempo que criei uma pagina no face, Vovó conta história, em que conto histórias
minhas e mostro desenhos que faço. Tudo que agrada a alma e me encanta os olhos partilho com os meus seguidores... 
E por que não estampar os desenhos que faço?
Pois é, estou criando esse espaço: já tenho t-shirts prontas, delicadas e doces, já que o objetivo é suavizar tanta poluição visual. 
Com muito carinho divido com vocês esse meu momento!!!





sábado, 9 de julho de 2016

Quando te vi!



_Vovó, quando foi que você conheceu a minha mãe?
_Eu nunca te contei? Então é uma longa historia a mais bonita que eu sei contar: Conheci a sua mãe assim, uma sementinha que foi crescendo dentro de mim, um coração a mais batia dentro de mim, fui percebendo que não estava mais só, carregava comigo uma nova vida...
_Jura vovó?
_Acordávamos juntas, tomávamos o café da manhã juntas, tudo bem juntinhas, estávamos coladas, no espelho eu via a minha barriga crescer, dava para sentir os movimentos, sentia quando estava dormindo e quando acordava, dava para ver até os pezinhos. Eu adorava passar as minhas mãos nos pezinhos, fazia carinho, também conversava muito com ela...
_Vovó, como ela cabia na sua barriga?
_Você também já morou na barriga da sua mãe e cabia direitinho, pois na barriga das mães tem um berço bem quentinho. Sua mãe também falava e cantava pra você, você lembra?
_Vovó na barriga da minha mãe tinha televisão?
_Acho que não, pois só cabia o seu berço.
_Vovó a minha mãe era bem pequena?
_Todo nenê nasce pequeno e com muita fome, aí a mamãe com muito amor da um leitinho gostoso, olha bem para a carinha dele e escolhe o nome.
_Vovó, você gostou de conhecer a minha mãe?
_Foi amor a primeira vista!!!
_Vovó, quando foi que você me conheceu?

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Novos trabalhos....

https://pmcwwd.files.wordpress.com/2015/08/beauty-sauvage-dior-johnny-depp-campaign-081915.jpg

domingo, 3 de julho de 2016

Carta para Maria



São Paulo, 3, de julho de 2016


Maria, 


Como vai?
Ontem quando li sua carta, senti que já não é mais a mesma. Também pudera, perder o companheiro de uma vida toda... 
Bem sei eu o que é perder alguém, parece até uma punição, castigo. Nas palavras discretas que me escreve senti a cara da tristeza, a tristeza que também me acompanha... Por que será que  o tom da vida perdeu as antigas cores? O azul do céu por exemplo já não
é tão azul, nem o olhar da minha mãe perpetuado na minha lembrança, tem o azul risonho, que sempre me divertiu... Por que sera?
Senti a sua solidão, como se enxergasse no fundo da sua alma, um buraco, um vazio, a falta de um elo,  como se visse você vagando, perdida, vagando sem direção!
Querida, o que dizer então sobre as suas dores, dores ainda em plena existência? Também conheço, não sei quando serão curadas! Uns dizem que passa, uns dizem que vira saudade, outros não dizem nada... Bom seria se o silencio fosse quebrado, e se as vozes fossem ouvidas... Bom seria  se os olhos se despedissem mais uma vez...
Bom seria se as mãos fossem tocadas, se novamente as batidas do coração soprassem e lá a vida, outra vez a vida.
Minha amiga, a vida segue! Segue aqui o meu abraço!

Clotilde

PS: percebi em suas palavras a  vontade de marcamos um café, eu quero que saiba que também 
quero...