sábado, 16 de fevereiro de 2013

Abrindo o jogo



Terezinha Romano, ai amiga... Depois de tanto assunto, fiquei pensando no número de vezes que surtamos e fazemos coisas muitas vezes trágicas. Lembrei de que há anos atrás, quando minhas filhas eram bem pequenas, me encontrava no auge de uma enorme exaustão. Na hora de preparar as três mamadeiras, em vez de colocar açúcar, coloquei detergente! Lembro que chorei, chorei.... Elas não tomaram as mamadeiras, graças a Deus, percebi a tempo.

 Essas coisas que fazemos muitas vezes por excesso de distração me faz lembrar da noite que fui rezar com as crianças - Carol, Cacau, Ia e Lu - era um costume nosso. Nessa época passava na Globo uma novela que tinha como tema de abertura a musica Love is in the air e eu ficava cantando o tempo todo essa música. Bom, voltando a reza, fui puxar a primeira oração e comecei: “Love is in the air...” No mesmo tom do Pai nosso... Imaginem como ficou! As crianças caíram em gargalhadas... Foi hilário! Será que isso tem explicação? Acho que estava mesmo no ar! Pelo menos a sintonia do amor.

Sabe, eu tenho uma pendência com meu pai, por causa dessas apagadas que temos de vez em quando... Quando eu tinha uns três aninhos, portanto era praticamente um bebê, morávamos numa cidade do interior de São Paulo, Descalvado. Meu pai foi passear comigo na praça da cidade e lá encontrou um amigo, conversa vem conversa vai, e pirirí e pororó... Papai se despediu do amigo e simplesmente foi embora. Quando chegou em casa minha mãe perguntou: “Cadê a Clotilde*?” (*Isso é nome de um bebê? rs) Ele tinha me esquecido na praça! Até hoje eu brinco, se ele tem certeza que “resgatou” o bebê certo... Falo assim: “Pai quem garante que eu sou mesmo a Clotilde?” 

Coisas assim acontecem, sei de um caso interessante... Acho que já contei num outro texto, mas toda vez que lembro, choro de rir! Foi no dia que Edna foi pegar uma carona com Irati. Edna deu a volta no carro, ia sentar bem atrás de Irati, no banco do passageiro, pois na frente já tinha outra pessoa, pois é, ela deu a volta, mas a Irati esqueceu da “carona” e  arrancou com o carro e ainda passou por cima do pé da Edna. Lembrei ainda do dia que Irati estava passando roupa - o ferro estava bem quente - o telefone tocou e Irati num impulso colocou o ferro na orelha. Sua orelha quase virou torresmo! A Irati tem muitas histórias. Em um outro caso inesquecível, depois de chegar em casa com seu guarda- chuva encharcado, pois caia uma tempestade, percebeu um bilhete sobre a mesa. No momento que foi ler o papel abriu novamente o guarda-chuva em vez de pegar os óculos. Doida de mais!

Terezinha Romano, olha como é a vida... Fazemos verdadeiras loucuras! Ainda bem que para esses pequenos espasmos de memória, as consequências são as divertidas lembranças... Precisamos estar atentos, serenos e nunca perder a alegria de ser feliz!



sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Só para mulheres




Bom, não sei como contar essa historia... Como diria Dona Morena: “real e verídica”. Mas é tão surreal que vou mudar a identidade de quem me contou. Quando pedi autorização para escrever sobre isso, ela me faz jurar que jamais revelaria seu nome, por isso baseado na personagem Frô, da Marianna Armellini em Guerra do Sexo, escolhi um nome fictício...

Terezinha Romano, amiga da vó da Carmem, foi a uma consulta rotineira a sua ginecologista, saiu de lá com uma lista enorme de exames, exames de imagem e de sangue. Prometeu fazê-los... Ao regressar com os resultados sua medica constatou uma pequena infamação nos seus países baixos, o que não é nada fora do normal, nada de mais... Tirando o “probleminha” estava quase boa , uma leve osteopenia no fêmur, colesrerol um pouco alto, diabetes controlado e seu triglicérides alterado... Tirando esses pequenos detalhes, estava tudo perfeito. Que bom!

Dra. Ângela, depois de espiar todos os resultados, tirou seus óculos, pegou seu receituário e começou a prescrever alguns medicamento. Na medida que ia escrevendo, olhava para Terezinha Romano e explicava como usá-los. Terezinha Romano bem atenta não perdia nada. No final, Dra. Ângela pediu sua atenção especial, estava passando para ela um procedimento para seu problema inflamatório - aquela nos países baixos. O remédio seria assim, uns óvulos bem grandes e uns outros comprimidos para serem usados durante uma semana, entendido? Sim!

Terezinha Romano saiu do consultório, passou na farmácia e pensava começar o tratamento naquela mesma noite. A noite chegou... Ela abriu a caixa dos óvulos, achou estranho, tinha um aplicador, não entendeu muito bem, mas o guardou novamente na caixa. Seguindo a orientação de sua médica, pegou dois óvulos e foi até a cozinha buscar um copo de água... Depois de um gole grande e de um engasgo quase mortal, aos poucos foi conseguindo engolir.

Enquanto aquilo descia pela garganta, começou a lembrar do aplicador... Foi quando, como um flash, lembrou do que Dra. Ângela havia falado... Já era tarde demais! Terezinha Romano ficou em pânico... O buraco era mais embaixo. Quase foi para o hospital, mas constrangida, preferiu ligar para a médica que a tranquilizou: “Acidentes acontecem, querida.”

Conto isso, um pouco vexada, vergonha alheia... Disse para minha amiga que também já fiz algumas confusões, coloquei um produto para higienizar verduras, a base de cloro no meu nariz... Achei que era Sorine!  Morremos de rir... Tomamos um café gostoso e o papo foi longo, tínhamos muitas historias para contar!