Hoje
acordei com saudades de você, senti sua presença e tive muita vontade de te
escutar, saber como vai, segurar na sua mão, fazer um carinho... Faz tempo não
é?
Foi
numa manhã que seus olhos se fecharam e a despedida foi algo que até hoje não
sei explicar, pois ainda tenho dificuldade de exteriorizar. É como se quisesse pular
esse capítulo, mas mesmo assim sei que foi no dia 9 de maio de 2009 que senti
essa dor doída, a dor de ficar órfã.
Sempre
que sonho com você, você está feliz e seus olhinhos azuis ainda estão curiosos,
acordo e fico contente: te vi, te vi, te vi... Mas hoje foi diferente, sonhei
que o papai, você e nós filhos estávamos num gostoso bate-papo, falando coisas
comuns, noticias de agora, você ria, sua rizada ecoava dentro de mim, tive
total sensação que eu ria também, era tão real que acordei rindo, saudade,
saudade, saudade...
Mãe,
de repente você ficou tão longe, de fato não te escuto mais, você não me
telefona, nem vai me visitar, como fazia antigamente. Adorávamos tomar café, ouvir
seus CDs, você era tão apaixonada pela suas músicas... E intensa nos seus
sentimentos, que até hoje quando seus netos e nós filhos escutamos certas
musicas, nem precisamos falar, basta um olhar, já sabemos de quem estamos
lembrando.
Numa
manhã, tão bonita manhã, véspera do Dia das Mães, te levamos para um jardim, ele
estava coberto de flores, flores para te receber, nossas lagrimas te molharam...
Um silêncio, uma ausência, você não estava mais lá. Hoje quando nos encontramos
no sonho, mesmo que bem rápido, pude te sentir... Seu calor, seu aconchego... Por
um instante você estava aqui!