Então estava eu nas minhas constantes reflexões sobre a vida, quase numa nova etapa 60 anos.!!!
Dores e mais dores, a minha coluna lombar esta tão machucada, tenho duas vertebras escorregadas, ah!!! dores, meu caso é cirurgico, mas não tenho coragem, faço um tratamento de analgesia e fisioterapia.
"Tem, as dores da alma"!, diz a minha amiga estrangeira...
Na cama com o meu marido, perguntei a ele, se sabia o que da tesão numa mulher, falei, falei acho que nem ouviu, falei ao vento, tantas foram as minhas reclamações!!!
Ando me sentindo gorda, isso me incomoda muito, faz parte, é a menopausa, a mulher vai ficando com o corpo feito triangulo, barriga maior,e, as pernas finas, explicou a minha ginecologista...
Olhar o guarda roupa cheio, e não gostar de nada, devo comprar roupas novas?
Então Marias, o que da tesão numa mulher?
Tentava explicar para o meu marido...
A mulher precisa se gostar em primeiro lugar, se achar bonita, sentir sedutora...claro que o carinho, o amor são importantes, mas a autoestima esta muito ligada ao aspecto físico...
Sei que muitas mulheres assumem seus cabelos brancos, dão adeus ao sutiãs, são despojadas!!! aceitam com charme e estilo o caminho normal da vida.
Amo ser avó, sou grata a minha maturidade, mas não gosto nenhum pouco da flacidez do tempo.
Mais uma vez escuto a minha amiga estrangeira dizer, "Pare de querer ser Barbie!"
Não quero ser a Barbie, mas continuo atras de mim mesma...
Preciso me reconhecer no espelho!!!
Tinha tanta força de vontade, nada me seduzia, conseguia não comer, mas hoje quem vence, a minha fome, meu desejo por doces...
Então Marias, hora de parar de reclamar....
Vou cuidar da vida, vou fazer um café, vem tomar comigo...
Açucar ou adoçante?
sábado, 4 de novembro de 2017
quarta-feira, 18 de outubro de 2017
"Quero te encontrar de novo...
"O café da tarde, sempre era esperado "
Sentava ao seu lado, o bolo de fuba ainda estava quentinho,você pegava a minha mão, o perfume delicioso do café penetrava na alma, a louça bonita enfeitava a mesa, você gostava desses encontros, eu também...
Como você era importante, sua presença, o meu respeito,a sua maneira de conversar, queria saber o que eu tinha para contar, gostava de ouvir, fechava os olhos, como se guardasse as palavras no seu coração!!!
Eu era feliz, eramos felizes, hoje arrumando algumas coisas suas, me bateu a vontade de te encontrar...
Sou feliz ainda, você me deixou completa, sim, a sua historia, os seus hábitos, deixou um livro de vida, ah! como sei décor as suas manias, seu jeito de sorrir, quando estava feliz, seu sorriso era maroto!
O exemplo que procuro copiar, a sua admiração por mim, sempre dizia que eu era uma mãe muito boa, que os meus filhos eram maravilhosos, que eu tinha uma família linda...
Ah! escrevo com lagrimas nos olhos, pois como queria poder novamente, me sentar a mesa com você, segura as suas mãos e não deixar você partir...
Sentava ao seu lado, o bolo de fuba ainda estava quentinho,você pegava a minha mão, o perfume delicioso do café penetrava na alma, a louça bonita enfeitava a mesa, você gostava desses encontros, eu também...
Como você era importante, sua presença, o meu respeito,a sua maneira de conversar, queria saber o que eu tinha para contar, gostava de ouvir, fechava os olhos, como se guardasse as palavras no seu coração!!!
Eu era feliz, eramos felizes, hoje arrumando algumas coisas suas, me bateu a vontade de te encontrar...
Sou feliz ainda, você me deixou completa, sim, a sua historia, os seus hábitos, deixou um livro de vida, ah! como sei décor as suas manias, seu jeito de sorrir, quando estava feliz, seu sorriso era maroto!
O exemplo que procuro copiar, a sua admiração por mim, sempre dizia que eu era uma mãe muito boa, que os meus filhos eram maravilhosos, que eu tinha uma família linda...
Ah! escrevo com lagrimas nos olhos, pois como queria poder novamente, me sentar a mesa com você, segura as suas mãos e não deixar você partir...
Clotilde Magano....18/7/2017
terça-feira, 19 de setembro de 2017
O Pássaro que não sabia voar...
Ela fora tão domesticada que quando se desvencilhou da sua primeira grade, ficou tão tonta, pois não sabia o que fazer.
Tentou até voar, mas já não mais sabia como fazer.
Ela havia me confessado algumas vezes que se sentia uma galinha abatida, suas asas podadas estavam marcadas, marcadas pelo dono!!!
mas procurou mudar, tentou usar sua juventude interior e fez novos sonhos, se encantou com as novidades, sorriu como criança, alias acho que se sentiu mesmo que era criança novamente.
Nesse momento de tantas mudanças, sei que resgatou seu sorriso e a alegria no olhar, parecia mesmo uma outra pessoa.
Outo dia me encontrei com ela, ela estava num banco de jardim, olhava para as flores, olhava talvez para o nada...
Sentei ao seu lado, sabe, ela nem me notou, coloquei minhas mãos em suas mãos, delicadamente a chamei!!!
Ficamos horas conversando, não a encontrei muito feliz, até disfarçava, mas bem dentro dos seus olhos, havia uma sombra triste, seu olhar não era mais cor do mar, parecia um olhar de um dia chuvoso!!!
Perguntei da sua nova vida, o que tinha acontecido com a sua sede de novas conquistas, se já tinha aprendido a voar, se ainda se sentia encantada com suas descobertas, com a liberdade que tanto buscou...
Ela me garante uma coisa, deixa bem claro, que valeu a pena, suas amarras foram desamarradas, não existem mais grades, não existe, não, não existe grades reais...
Mas me conta de sua descoberta, e quando fala, sinto a sua tremenda decepção....
Ela sem perceber entrou numa outra "gaiola!...
Nossa, me pegou de surpresa, como assim?
Nem ela sabe explicar, saiu de uma gaiola e foi direto para outra, a nova gaiola apenas tinha a porta diferente...
Ela me conta que é submissa, nossa que estranho, ser submissa em 2017.
Seus olhos ficam marejados, por tal revelação e me diz
"Nós que nos prendemos em correntes, nós que cortamos nossas asas livres, nós que nos enchemos de cadeados!"
Como ajuda-la?
Lembrei de uma terapia atual, se chama Constelação Familiar, uma terapia que ajuda a cortar coisas que trazemos dos nossos antepassados, nos livrar de histórias repetidas.
Ela achou interessante, perguntou se eu conheçia alguém, sim conheço e vou passar o contato.
Nos abraçamos, nós duas, ela entendeu também que seu abraço me amparou, poi naquela dia procurei um jardim, sentei em um banco para pensar...
Ela sabia que eu também estava triste!!!
Clotilde Camargo Magano... 19/09/2017
Tentou até voar, mas já não mais sabia como fazer.
Ela havia me confessado algumas vezes que se sentia uma galinha abatida, suas asas podadas estavam marcadas, marcadas pelo dono!!!
mas procurou mudar, tentou usar sua juventude interior e fez novos sonhos, se encantou com as novidades, sorriu como criança, alias acho que se sentiu mesmo que era criança novamente.
Nesse momento de tantas mudanças, sei que resgatou seu sorriso e a alegria no olhar, parecia mesmo uma outra pessoa.
Outo dia me encontrei com ela, ela estava num banco de jardim, olhava para as flores, olhava talvez para o nada...
Sentei ao seu lado, sabe, ela nem me notou, coloquei minhas mãos em suas mãos, delicadamente a chamei!!!
Ficamos horas conversando, não a encontrei muito feliz, até disfarçava, mas bem dentro dos seus olhos, havia uma sombra triste, seu olhar não era mais cor do mar, parecia um olhar de um dia chuvoso!!!
Perguntei da sua nova vida, o que tinha acontecido com a sua sede de novas conquistas, se já tinha aprendido a voar, se ainda se sentia encantada com suas descobertas, com a liberdade que tanto buscou...
Ela me garante uma coisa, deixa bem claro, que valeu a pena, suas amarras foram desamarradas, não existem mais grades, não existe, não, não existe grades reais...
Mas me conta de sua descoberta, e quando fala, sinto a sua tremenda decepção....
Ela sem perceber entrou numa outra "gaiola!...
Nossa, me pegou de surpresa, como assim?
Nem ela sabe explicar, saiu de uma gaiola e foi direto para outra, a nova gaiola apenas tinha a porta diferente...
Ela me conta que é submissa, nossa que estranho, ser submissa em 2017.
Seus olhos ficam marejados, por tal revelação e me diz
"Nós que nos prendemos em correntes, nós que cortamos nossas asas livres, nós que nos enchemos de cadeados!"
Como ajuda-la?
Lembrei de uma terapia atual, se chama Constelação Familiar, uma terapia que ajuda a cortar coisas que trazemos dos nossos antepassados, nos livrar de histórias repetidas.
Ela achou interessante, perguntou se eu conheçia alguém, sim conheço e vou passar o contato.
Nos abraçamos, nós duas, ela entendeu também que seu abraço me amparou, poi naquela dia procurei um jardim, sentei em um banco para pensar...
Ela sabia que eu também estava triste!!!
Clotilde Camargo Magano... 19/09/2017
quarta-feira, 23 de agosto de 2017
Apartheid
Você acredita em vida depois da morte?
Olho para o céu, olho para dentro de mim, será senhor que um dia havera uma resposta?
Me lembro chocada de um filme que assisti, não sei o nome, é bem antigo, mas a lembrança me deixa triste, infinitamente triste até hoje...
A imagem que ficou na memoria, um barco levando pessoas para uma ilha bem distante, muito distante, eram leprosos, iam para nunca mais voltar!!!
Ando pensando muito sobre a vida e a morte, o barco que leva as pessoas para uma eterna separação...
A lepra é a doença mais antiga que se tem registro,já existia antes de Cristo, os leprosos usavam sinetas para identificação, eram excluídos, como se fosse um castigo divino, pessoas impuras, eram mortos, vivos, hoje a doença tem o nome de Hanseniase, parece que assim o preconceito fica menor!
Comento assim o drama da vida e da morte, a separação, a falta de noticias, digo vida e morte, pois bem sei que a morte interrompe a vida...
O barco que atravessa a minha imaginação! um mar quase sem ondas, numa noite escura, sem sombras, sem luz, breu, noite calada!
Você acredita em vida depois da morte?
Olho para as fotografias que tenho, de amores que já se foram, nossa!!! Há uma família minha no céu!!!
Ai me vem a lembrança do barco que leva os segregados, penso na saudade que tenho, e na saudade que eles sentem, como não perguntar, indagar...
Intuímos, fantasiamos, como sera esse lugar que eu não consigo enxergar?
Você acredita na vida depois da morte?
Se a morte te emudece, esfria seu corpo, fecha seus olhos, para o repouso eterno, que vida é essa que te leva a tanta tristeza?
O barco invade minha praia serena, angustia meu coração...
Despedida, choro, pois não sei ainda essa resposta!!!
PS Esperança de uma nova vida, visitar a minha família no céu!!!
Clotilde Camargo Magano..... 23.8.2017
Olho para o céu, olho para dentro de mim, será senhor que um dia havera uma resposta?
Me lembro chocada de um filme que assisti, não sei o nome, é bem antigo, mas a lembrança me deixa triste, infinitamente triste até hoje...
A imagem que ficou na memoria, um barco levando pessoas para uma ilha bem distante, muito distante, eram leprosos, iam para nunca mais voltar!!!
Ando pensando muito sobre a vida e a morte, o barco que leva as pessoas para uma eterna separação...
A lepra é a doença mais antiga que se tem registro,já existia antes de Cristo, os leprosos usavam sinetas para identificação, eram excluídos, como se fosse um castigo divino, pessoas impuras, eram mortos, vivos, hoje a doença tem o nome de Hanseniase, parece que assim o preconceito fica menor!
Comento assim o drama da vida e da morte, a separação, a falta de noticias, digo vida e morte, pois bem sei que a morte interrompe a vida...
O barco que atravessa a minha imaginação! um mar quase sem ondas, numa noite escura, sem sombras, sem luz, breu, noite calada!
Você acredita em vida depois da morte?
Olho para as fotografias que tenho, de amores que já se foram, nossa!!! Há uma família minha no céu!!!
Ai me vem a lembrança do barco que leva os segregados, penso na saudade que tenho, e na saudade que eles sentem, como não perguntar, indagar...
Intuímos, fantasiamos, como sera esse lugar que eu não consigo enxergar?
Você acredita na vida depois da morte?
Se a morte te emudece, esfria seu corpo, fecha seus olhos, para o repouso eterno, que vida é essa que te leva a tanta tristeza?
O barco invade minha praia serena, angustia meu coração...
Despedida, choro, pois não sei ainda essa resposta!!!
PS Esperança de uma nova vida, visitar a minha família no céu!!!
Clotilde Camargo Magano..... 23.8.2017
.
sábado, 8 de abril de 2017
CONTOS DO VIGARIO
FOI NO FIM DE SEMANA... PRIMEIRA PARTE
PADRE OLAVO
Padre Olavo é o vigário, nos recebe nas escadas da Igreja Matriz, a igreja fica dentro do jardim da pequena cidade de Matilde. A igreja é ladeada por árvores centenárias, a passarada canta e fala o tempo todo...
Matilde é minha amiga de muitos anos, ela me convidou para passar o fim de semana com ela, e hoje domingo, a missa do Padre Olavo é um acontecimento sagrado, Missa das 12 horas!!!
Padre Olavo ainda conserva um sotaque português, é uma figura simpática, recebe os fieis com seu sorriso largo e braços abertos, veste uma túnica branca, alva e sem pecados, pastor que conduz suas ovelhas!
"Quem não se derrete pelo Padre Olavo" -diz Matilde.
Entramos e sentamos bem na frente, pessoas bem vestidas e com joias caras estão nas primeiras fileiras, bem que reparo...
As badaladas dos sinos nos convidam a levantar, a procissão de entrada, o coral bonito, a voz de soprano de Claudia,é ela que puxa o coro...
"Deixa a luz do céu entrar"
e a plateia fervorosa continua,
"Deixa a luz do céu entrar"
"Abre bem as portas do seu coração"
"E deixe a luz do céu entrar!"
Padre Olavo faz uma brilhante homilia, todos se olham, concordam com as palavras do sacerdote, falta pouco para uma salva de palmas, mas isso seria demais, Padre Olavo não é vaidoso apenas tem o dom da oratória, Matilde assopra no meu ouvido!!!
Penso com os meus botões, Padre Olavo tem voz de encantador de serpentes, é quase uma celebridade, parece que rege um conserto...
Hora das ofertas, generosas ofertas, hora da Paz do Senhor, abraços e sorrisos generosos, fraternos...
A comunhão, o vinho sagrado, a reflexão, o silêncio...
Padre Olavo da a benção final...
O comentarista, seu Alfredo, da os recados e faz o convite.
Então vamos ao salão, Matilde, anfitriã perfeita, faz questão que eu participe desse momento de confraternização, a mesa bem posta, bolo e café, o aroma esta de dar água na boca...
A turma do Padre Olavo é quem organiza esse acolhimento, missão mais que disputada, turma V.I.P, poucos entram na sala do padre, alias dizem as linguas, que a sala do padre é carregada de julgamentos e fofocas, dizem, a penas dizem...
Matilde toda de canto, entorta a boca pra me contar...
"Lá estão os escolhidos!"
Nossa, Matilde é tão irônica, o que será que fala de mim?
Entra no salão um casal, chama a atenção de todos, é Dr Silvério e Ana Maria, que bonita e jovem...
Dr Silvério é o homem mais rico da cidade, é ele o doador oficial do melhor vinho da sala do Padre Olavo, também o dizimista mais graúdo da comunidade...
Matilde me cutuca...
PADRE OLAVO
Padre Olavo é o vigário, nos recebe nas escadas da Igreja Matriz, a igreja fica dentro do jardim da pequena cidade de Matilde. A igreja é ladeada por árvores centenárias, a passarada canta e fala o tempo todo...
Matilde é minha amiga de muitos anos, ela me convidou para passar o fim de semana com ela, e hoje domingo, a missa do Padre Olavo é um acontecimento sagrado, Missa das 12 horas!!!
Padre Olavo ainda conserva um sotaque português, é uma figura simpática, recebe os fieis com seu sorriso largo e braços abertos, veste uma túnica branca, alva e sem pecados, pastor que conduz suas ovelhas!
"Quem não se derrete pelo Padre Olavo" -diz Matilde.
Entramos e sentamos bem na frente, pessoas bem vestidas e com joias caras estão nas primeiras fileiras, bem que reparo...
As badaladas dos sinos nos convidam a levantar, a procissão de entrada, o coral bonito, a voz de soprano de Claudia,é ela que puxa o coro...
"Deixa a luz do céu entrar"
e a plateia fervorosa continua,
"Deixa a luz do céu entrar"
"Abre bem as portas do seu coração"
"E deixe a luz do céu entrar!"
Padre Olavo faz uma brilhante homilia, todos se olham, concordam com as palavras do sacerdote, falta pouco para uma salva de palmas, mas isso seria demais, Padre Olavo não é vaidoso apenas tem o dom da oratória, Matilde assopra no meu ouvido!!!
Penso com os meus botões, Padre Olavo tem voz de encantador de serpentes, é quase uma celebridade, parece que rege um conserto...
Hora das ofertas, generosas ofertas, hora da Paz do Senhor, abraços e sorrisos generosos, fraternos...
A comunhão, o vinho sagrado, a reflexão, o silêncio...
Padre Olavo da a benção final...
O comentarista, seu Alfredo, da os recados e faz o convite.
Então vamos ao salão, Matilde, anfitriã perfeita, faz questão que eu participe desse momento de confraternização, a mesa bem posta, bolo e café, o aroma esta de dar água na boca...
A turma do Padre Olavo é quem organiza esse acolhimento, missão mais que disputada, turma V.I.P, poucos entram na sala do padre, alias dizem as linguas, que a sala do padre é carregada de julgamentos e fofocas, dizem, a penas dizem...
Matilde toda de canto, entorta a boca pra me contar...
"Lá estão os escolhidos!"
Nossa, Matilde é tão irônica, o que será que fala de mim?
Entra no salão um casal, chama a atenção de todos, é Dr Silvério e Ana Maria, que bonita e jovem...
Dr Silvério é o homem mais rico da cidade, é ele o doador oficial do melhor vinho da sala do Padre Olavo, também o dizimista mais graúdo da comunidade...
Matilde me cutuca...
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
Pieguice
"Tomou um copo de suco de maracujá, melada demais!"
Mamãe achava tia Mércia um xarope, vive dizendo que ela é o próprio suco de maracujá, as abelhas grudam nela...
Só mamãe para falar assim, eu confesso que acho um exagero, se tia Mércia é um copo de suco de maracujá, mamãe é um copo do que?
Mamãe não tem paciência para chorumelas!
Uma vez bateu o telefone na minha cara, mal comecei um assunto e ela veio com essa.
"Se for para abobrar, já vou desligando!"
Nesse dia engoli o choro, nesse dia achei mamãe um copo de purgante!!!
Outo dia tia Mércia foi nos visitar, levou um livro para mamãe, certa da delicadeza, não é que mamãe desdenhou até!
"Não gosto de romances de banca de jornal, pura pieguice
Mamãe adora a palavra piegas, seu Abreu é outra vitima, veio ele contar uma historia melosa.
"Pensa que meu ouvido é penico?"
Seu Abreu homem piedoso e um pouco surdo, fez de conta que não entendeu!!!
Mas conto isso porque hoje bem cedo tocou a campainha de casa, abri a porta e dei de cara com dona Maria, quanta gentileza, me trouxe um bolo, sabe do que?
De maracujá, ai se mamãe estivesse junto, não teria trocado olhar!!!
Convidei-a para entrar...
"Vou fazer um café fresquinho!"
Ela entrou toda apressadinha, sentou e desandou a falar, contou como plantou o pé do maracujá, que demorou nove meses para dar frutos, que escolheu os mais maduros, os de cascas enrugadas e que era uma receita da sua avó, o bolo!
Não consegui abrir a boca!!!
"Minha avó veio da Itália, num navio de imigrantes, em 1914, época da guerra!"
Contou a vida toda, não cansou de elogiar a receita, o bolo, os maracujás...
Tão divertida, talvez um tanto cansativa, mamãe não estava lá.
Que sorte!!!
Mamãe achava tia Mércia um xarope, vive dizendo que ela é o próprio suco de maracujá, as abelhas grudam nela...
Só mamãe para falar assim, eu confesso que acho um exagero, se tia Mércia é um copo de suco de maracujá, mamãe é um copo do que?
Mamãe não tem paciência para chorumelas!
Uma vez bateu o telefone na minha cara, mal comecei um assunto e ela veio com essa.
"Se for para abobrar, já vou desligando!"
Nesse dia engoli o choro, nesse dia achei mamãe um copo de purgante!!!
Outo dia tia Mércia foi nos visitar, levou um livro para mamãe, certa da delicadeza, não é que mamãe desdenhou até!
"Não gosto de romances de banca de jornal, pura pieguice
Mamãe adora a palavra piegas, seu Abreu é outra vitima, veio ele contar uma historia melosa.
"Pensa que meu ouvido é penico?"
Seu Abreu homem piedoso e um pouco surdo, fez de conta que não entendeu!!!
Mas conto isso porque hoje bem cedo tocou a campainha de casa, abri a porta e dei de cara com dona Maria, quanta gentileza, me trouxe um bolo, sabe do que?
De maracujá, ai se mamãe estivesse junto, não teria trocado olhar!!!
Convidei-a para entrar...
"Vou fazer um café fresquinho!"
Ela entrou toda apressadinha, sentou e desandou a falar, contou como plantou o pé do maracujá, que demorou nove meses para dar frutos, que escolheu os mais maduros, os de cascas enrugadas e que era uma receita da sua avó, o bolo!
Não consegui abrir a boca!!!
"Minha avó veio da Itália, num navio de imigrantes, em 1914, época da guerra!"
Contou a vida toda, não cansou de elogiar a receita, o bolo, os maracujás...
Tão divertida, talvez um tanto cansativa, mamãe não estava lá.
Que sorte!!!
terça-feira, 31 de janeiro de 2017
Caro Visitante
São Paulo. 30 de- janeiro de 2017
Caro Visitante...
Hoje me sinto mais forte, ainda tenho perguntas que ficaram sem respostas...
Como a vida é breve e ao mesmo tempo longa?
Mas consigo olhar para o céu e te mandar beijos!!!
As suas fotos, estão recolhidas na memória da alma!!!
Já me divirto e dou rizada com as suas brincadeiras,
pois foi assim que você me conquistou...
Estive pensando, o quanto fui premiada por ter te
conhecido, só posso agradecer, que sortuda que fui,
Aquele dia , lembra, que você me achou, alias, quantas
vezes você me achou?
Era precisar de alguma coisa, para saber quem iria chamar...
Caro visitante, você me cativou...
Aprendi através dos seu olhos, a me enxergar mais bonita,
Descobri nos seus olhos, que os olhos também sorriem,
O seu olhar sempre de criança, curiosa, e sabia!!!
Caro visitante, pedi seus olhos para cuidarem de mim...
quantas vezes eles me disseram, vá e seja feliz!!!
Teu coração generoso, sim, generoso, todos dizem...
orgulho!!!
Seus braços fortes para amparar, abraços e laços!!!
Caro visitante, deixou saudade, e não sei muito bem
o seu novo endereço...
Se tem saudades vem me visitar, sabe, nos sonhos?
Rondo a noite a te procurar, busco o dia, queria
apenas poder te dizer pessoalmente, obrigada,
obrigada, mais que obrigada, ainda é muito
pouco, para tanta gratidão por ter feito parte da
minha história!!!

Caro Visitante...
Hoje me sinto mais forte, ainda tenho perguntas que ficaram sem respostas...
Como a vida é breve e ao mesmo tempo longa?
Mas consigo olhar para o céu e te mandar beijos!!!
As suas fotos, estão recolhidas na memória da alma!!!
Já me divirto e dou rizada com as suas brincadeiras,
pois foi assim que você me conquistou...
Estive pensando, o quanto fui premiada por ter te
conhecido, só posso agradecer, que sortuda que fui,
Aquele dia , lembra, que você me achou, alias, quantas
vezes você me achou?
Era precisar de alguma coisa, para saber quem iria chamar...
Caro visitante, você me cativou...
Aprendi através dos seu olhos, a me enxergar mais bonita,
Descobri nos seus olhos, que os olhos também sorriem,
O seu olhar sempre de criança, curiosa, e sabia!!!
Caro visitante, pedi seus olhos para cuidarem de mim...
quantas vezes eles me disseram, vá e seja feliz!!!
Teu coração generoso, sim, generoso, todos dizem...
orgulho!!!
Seus braços fortes para amparar, abraços e laços!!!
Caro visitante, deixou saudade, e não sei muito bem
o seu novo endereço...
Se tem saudades vem me visitar, sabe, nos sonhos?
Rondo a noite a te procurar, busco o dia, queria
apenas poder te dizer pessoalmente, obrigada,
obrigada, mais que obrigada, ainda é muito
pouco, para tanta gratidão por ter feito parte da
minha história!!!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
Esperança
A Dor, andava machucada, doida, triste, amoada,
só tinha vontade de andar pela casa de pijama,
ha tempos, deixara sua vaidade sobre a poltrona
do quarto!!
A Dor amargurada, lamentava a sua falta de
sorte.
A Dor recolhida, pouco abria as janelas
da casa, musica, não tinha mais gosto para
escolher e nem vontade de escutar!!!
Mialgia, a Dor sentia, dor na alma!!!
a Dor andava sem paciência com o seu vizinho!
O vizinho cantava alto, ria uma risada larga...
O vizinho se vestia de cores, "Aparecido,"resmungava!!!
Barulhento, animado, sempre com um riso bobo,
A Dor até se irritava!!!
A Dor andava cansada das dores!!!
O Amor. radiante molhava as flores da varanda
de sua casa.
O Amor contava estrelas no firmamento,
embora sempre se perdesse na contagem,
muitas estrelas, mas era inquieto demais
para desistir!!!
O Amor se vestia do luar!!!
O Amor gostava de Rok Roll,
Mozart, gostava de tudo!!!
Da vida, do dia, o Amor era entusiasta!!!
O Amor era gentil, delicado...
Foi em um descuido da Dor, que se esbarraram,
A Dor e o Amor!
Não posso esquecer esse dia, a Dor abriu a porta,
um pouco, da pota da sua casa, para pegar umas cartas e, lá
estava o Amor todo enfeitado!!!
O Amor também notou sua presença!!!
"Olá!"
disse com sua voz, firme e confiante,
A Dor, não teve como escapar, respondeu,
"Olá!"
Fazia tempo que a Dor não ficava vermelha,
sem graça!!!
O Amor nem um pouco encabulado,
chamou a para passear!!!
a Dor, pasmem, aceitou!!!
As ultimas noticias que tenho,
foi seu Juvenal que me contou...
Disse que se casaram!!!
estão a rodear o mundo, agora
contam juntos as estrelas...
Ah!, a Dor mudou seu nome,
achei bem bacana, afinal o nome
tem poder...

só tinha vontade de andar pela casa de pijama,
ha tempos, deixara sua vaidade sobre a poltrona
do quarto!!
A Dor amargurada, lamentava a sua falta de
sorte.
A Dor recolhida, pouco abria as janelas
da casa, musica, não tinha mais gosto para
escolher e nem vontade de escutar!!!
Mialgia, a Dor sentia, dor na alma!!!
a Dor andava sem paciência com o seu vizinho!
O vizinho cantava alto, ria uma risada larga...
O vizinho se vestia de cores, "Aparecido,"resmungava!!!
Barulhento, animado, sempre com um riso bobo,
A Dor até se irritava!!!
A Dor andava cansada das dores!!!
O Amor. radiante molhava as flores da varanda
de sua casa.
O Amor contava estrelas no firmamento,
embora sempre se perdesse na contagem,
muitas estrelas, mas era inquieto demais
para desistir!!!
O Amor se vestia do luar!!!
O Amor gostava de Rok Roll,
Mozart, gostava de tudo!!!
Da vida, do dia, o Amor era entusiasta!!!
O Amor era gentil, delicado...
Foi em um descuido da Dor, que se esbarraram,
A Dor e o Amor!
Não posso esquecer esse dia, a Dor abriu a porta,
um pouco, da pota da sua casa, para pegar umas cartas e, lá
estava o Amor todo enfeitado!!!
O Amor também notou sua presença!!!
"Olá!"
disse com sua voz, firme e confiante,
A Dor, não teve como escapar, respondeu,
"Olá!"
Fazia tempo que a Dor não ficava vermelha,
sem graça!!!
O Amor nem um pouco encabulado,
chamou a para passear!!!
a Dor, pasmem, aceitou!!!
As ultimas noticias que tenho,
foi seu Juvenal que me contou...
Disse que se casaram!!!
estão a rodear o mundo, agora
contam juntos as estrelas...
Ah!, a Dor mudou seu nome,
achei bem bacana, afinal o nome
tem poder...

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
NOME/SOBRENOME- Primeira Parte.
Paro em frente a uma casa, no Largo dos Guimarães, em Santa Tereza, no Rio de Janeiro,
bato palmas.
A casa antiga guarda o tempo, o tempo que paira em partículas coloridas, no alpendre,
há uma imagem de São José desenhada no azulejo branco e azul, vindo do alem mar...
Entro, a mesa esta posta para a refeição da manhã, a toalha de renda do Porto, é alva!
Sobre a mesa, biscoitos e sequilhos guardados em latas decoradas com lindas imagens!
aqui, uma casa portuguesa com certeza, a doçaria é de dar água na boca!!!
Preciso contar, estou tentando juntar um quebra cabeça, não tão antigo, mas muito
distante, final de 1890.
A sala esta intacta, o perfume que vem da cozinha, me lembra a infância, o aroma
doce, papos de anjo nas compoteiras de vidros coloridos....
Estou entre meus parentes, família Soares Fernandes, quisera então, ser abraçada
pela minha bisavó Mathilde, mãe da minha avó Clotilde.
Sou recebida com sorriso, meu bisavô Joaquim, elegante em seu terno bem cortado, de linho
branco sua voz é familiar me convida a sentar.
Fecho meus olhos de navegadora, numa viagem ao contrario, de frente para traz....
Tudo tão calmo...
Minhas tias Tilinha, Alzira, Tereza, conversam suas histórias, enquanto bordam peças
delicadas, para o enxoval da irmã Clotilde.
Meus tios, Joaquim e José se encarregam de outros assuntos, estão entretidos com mapas...
O piano e a maquina de costura, decoram a sala principal, na sala de jantar a cristaleira é toda
enfeitada, bibelôs, bonequinhas e bailarinas, licoreiras de cristal!!!
No gabinete de trabalho, a maquina de escrever peça importante, a marca estampada Reming,
que orgulho, meu bisavô era engenheiro, e veio de Portugal a convite do governo, participar da
construção de obras no Brasil.
Ainda o Brasil era governado pelo Imperador D Pedro (1822/ 1889)
As fotografias emolduradas da família, conservam seus tons do passado...
Estou encantada, gosto das pessoas que fui visitar!
A empatia é reciproca, gentilezas nos olhares, o amor natural, reconheço uma almofada
de trico, é a mesma que enfeitava o sofá da sala da casa da minha avó!
O relógio de parede badala, conheço as badaladas, elas tocam a Ave- Maria!
São as memorias perdidas em partes esquecidas, o véu da saudade, empoeirado,
pelo tempo.
Pergunto então para mim, por que não reparei nas roseiras brancas do quintal da minha avó?
Por que não olhei mais para os seus olhos?
Seus olhos que eram as janelas de tantas histórias, não fui a fundo a tantos detalhes, não me
emocionei, com as suas perdas!!!
não aprendi a bordar...
Eu só tinha pressa para o futuro!!!

bato palmas.
A casa antiga guarda o tempo, o tempo que paira em partículas coloridas, no alpendre,
há uma imagem de São José desenhada no azulejo branco e azul, vindo do alem mar...
Entro, a mesa esta posta para a refeição da manhã, a toalha de renda do Porto, é alva!
Sobre a mesa, biscoitos e sequilhos guardados em latas decoradas com lindas imagens!
aqui, uma casa portuguesa com certeza, a doçaria é de dar água na boca!!!
Preciso contar, estou tentando juntar um quebra cabeça, não tão antigo, mas muito
distante, final de 1890.
A sala esta intacta, o perfume que vem da cozinha, me lembra a infância, o aroma
doce, papos de anjo nas compoteiras de vidros coloridos....
Estou entre meus parentes, família Soares Fernandes, quisera então, ser abraçada
pela minha bisavó Mathilde, mãe da minha avó Clotilde.
Sou recebida com sorriso, meu bisavô Joaquim, elegante em seu terno bem cortado, de linho
branco sua voz é familiar me convida a sentar.
Fecho meus olhos de navegadora, numa viagem ao contrario, de frente para traz....
Tudo tão calmo...
Minhas tias Tilinha, Alzira, Tereza, conversam suas histórias, enquanto bordam peças
delicadas, para o enxoval da irmã Clotilde.
Meus tios, Joaquim e José se encarregam de outros assuntos, estão entretidos com mapas...
O piano e a maquina de costura, decoram a sala principal, na sala de jantar a cristaleira é toda
enfeitada, bibelôs, bonequinhas e bailarinas, licoreiras de cristal!!!
No gabinete de trabalho, a maquina de escrever peça importante, a marca estampada Reming,
que orgulho, meu bisavô era engenheiro, e veio de Portugal a convite do governo, participar da
construção de obras no Brasil.
Ainda o Brasil era governado pelo Imperador D Pedro (1822/ 1889)
As fotografias emolduradas da família, conservam seus tons do passado...
Estou encantada, gosto das pessoas que fui visitar!
A empatia é reciproca, gentilezas nos olhares, o amor natural, reconheço uma almofada
de trico, é a mesma que enfeitava o sofá da sala da casa da minha avó!
O relógio de parede badala, conheço as badaladas, elas tocam a Ave- Maria!
São as memorias perdidas em partes esquecidas, o véu da saudade, empoeirado,
pelo tempo.
Pergunto então para mim, por que não reparei nas roseiras brancas do quintal da minha avó?
Por que não olhei mais para os seus olhos?
Seus olhos que eram as janelas de tantas histórias, não fui a fundo a tantos detalhes, não me
emocionei, com as suas perdas!!!
não aprendi a bordar...
Eu só tinha pressa para o futuro!!!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
Porta retrato
Agora tenta descansar se alongando no delicioso sofá de veludo verde garrafa. Somos amigas a tanto tempo que não existe cerimonias entre nós. Estava devendo mesmo uma visita a ela, acho que depois que fui morar fora do Brasil, fui visita-la só uma vez.
Conheço Marina desde a quinta serie da escola, fizemos o ginásio e o normal juntas, amigas e confidentes! Marina se casou primeiro e tem duas meninas, na verdade duas moças, lindas, já são casadas. Marina tem quatro netos.
Sobre a mesa do canto, a fotografia linda em branco e preto me causa uma pontada de inveja... Que sentimento mesquinho, nunca deveria ter inveja! Moro em Paris, sou jornalista de um grande jornal, falo línguas, estou sempre indo e vindo, minha vida de viajante. Quem não queria? Mas Marina me parece tão encantada com a sua vida, com o seu mundo.
Marina foi a noiva mais linda que já vi, Carlos o homem mais cobiçado da cidade, dono de varias fazendas... Eram feitos um para o outro! O casamento foi lindo, a festa de uma fartura, tudo era perfeito,igual a fotografia do porta-retrato...
Novamente meus pensamentos pequenos. Foi uma escolha minha, afina não pensava em casamento e também não queria filhos. Me encantava a vida, tinha sede do mundo, das histórias, dos lugares!
Marina ainda tem uma beleza jovem, as vezes sorri como menina, fala alto, ri de maneira gostosa, é alegre, uma vida feliz... Fico um pouco atordoada, confusa, mais uma vez penso que poderia ter sido assim a minha vida. Marina teve um sonho tão simples e o meu sonho tão elaborado, estudei, fiz curso e mais cursos, não tenho um porta-retrato na minha mesa de canto...
De repente Marina se levanta do sofá e me olha, o seu olhar agora é serio, fechado, me diz de forma quase silenciosa: "Estou me separando do Carlos, ele tem outra mulher!". Minha amiga tão frágil, tão só, no seu sofá de veludo verde garrafa... Não vejo mais o lindo porta retrato!
Assinar:
Comentários (Atom)

