Os dias estranhos nos encontraram, entraram pelos fundos do meu quintal.
Os dias estranhos... vou contar o que vi e ouvi, eles estavam furiosos, usavam
fardas de guerra, derrubaram os muros da minha casa, com seus coturnos sujos
pisaram nos canteiros do meu jardim...
Queriam água, comida, vasculharam gavetas, abriram os armários...
estavam desfigurados.
Tive medo e me escondi, falavam de uma exaustão, do cansaço,
das lutas sem tréguas, da solidão, do tédio, dos conflitos, do peso
das repetições de historias, das noites sem lua, sem estrelas.
Os dias estranho me encontraram, queriam os meus sonhos,
impiedosos buscavam toda a humanidade., como ventania se foram.
Amanhecia, devagar, vi a noite acordando o dia, um raio
do sol, os passarinhos começavam a cantar, estava sem força e coragem,
mas era tempo de recomeçar, lembrei que ainda haviam sementes de girassol.
Peguei uma pá, arregacei as magas rasgadas da minha roupa, cavei com
força, na terra ainda molhada do orvalho, plantei uma nova esperança!!!
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