Dia vinte e três de
setembro, final de mês, mais um mês que correu tão depressa, não parou na curva
e não esperou ninguém. Me pego observando essa rapidez, vivemos numa dinâmica
de vida, mal dormimos e já estamos levantando... Há uns anos atrás parecia que
o relógio da vida não tinha tanta pressa, o Natal demorava a chegar... Hoje
vejo que o Natal esta na nossa porta e seus preparativos já dão ares de festa!
Acho
que gostaria que tudo andasse mais lentamente, que o tempo não voasse e que
pudéssemos saborear com mais intensidade o dia, a noite e até a madrugada -
escutar seu silencio e festejar o canto feliz dos passarinhos - reparar em
pequenas coisas, sentar à mesa e tomar um café da manhã delicioso, jogar
conversa fora, cortar com as mãos aquele pãozinho crocante e quentinho que saiu
do forno a instantes, sentir o aroma do café sendo coado - aquele perfume que
invade a casa e te enche de desejo. Não me esqueci da manteiga, combinação
perfeita do pão, como diria minha avó: “Pão com manteiga é igual a abraço com
beijo”.... Tudo de bom!
A
fruta pode ser manga, é a minha preferida. Gosto muito de um bom queijo... Não
tenho nem vontade de me levantar dessa linda mesa que divido com vocês, pois
sinto a presença de todos, cada um contando suas histórias, relembrado coisas
importantes, falando de saudades e das novidades. As flores do vaso
combinam com a nova estação, são lindas e perfumadas, a toalha nova tem a cor
suave e um trabalho de crochê branco que da um toque refinado a esse momento
tão especial. O bolo é de fubá, gostoso, tem uma pitada de erva-doce... Ficaria
muitas horas me deleitando, mas o relógio já me informa, estou atrasada...
Atrasada, mas muito feliz pela companhia desses amigos nesse tão lindo dia... A
Primavera chegou!

Vc foi muito feliz na escolha dessa música Clotilde. Tenho pensado mto nisso: resolvi andar devagar. Acho que já corri o suficiente nessa vida. Agora quero apreciar "a eternidade num grão de areia".
ResponderExcluirSeu texto me fez voltar aos meus 8/9 anos, quando ainda era comum tomarmos juntos em família, o esperado e delicioso café da tarde. Pãozinho francês quentinho, estralando ao ser cortado e fazendo a manteiga derreter-se assim que era colocada em abundância, no miolo macio. Às vezes minha mãe fazia o pão em casa: aí então era uma perdição e ninguém conseguia parar de comer.
Que época boa que os tempos modernos, com suas tecnologias, atropelaram em nome da modernidade. E porque não dizer, em nome da individualidade?
Nossa, estou até sentindo o cheirinho do café coado e do pão que minha mãe tirava do forno. Que saudades!!!Que delícia!!!