Outro dia fui num lugar inspirador, chama Zé do Hambúrguer, é uma lanchonete, um lugar que me fez voltar no tempo. É assim, um espaço que nos faz recordar os anos 50, tem uma lambreta na entrada, é coberto de pôster do Elvis e outros roqueiros de nome, pôsteres da coca-cola com a cara da época, imagens de Marly Moore nas paredes, placas de carro antigas, filmes da época em uma TV e... Adivinhem o que... Uma Jukebox! Fiz uma deliciosa volta ao passado, lembrei de um filme que assisti e adorei na época, se chama “Peggy Sul - seu passado te espera”, é a historia de uma mulher que se depara numa festa, ou melhor num baile de encontros com amigos de mais de trinta anos. Cada um com suas historias de vida, histórias diferentes... Com rumos que a vida se incumbiu de fazer. A personagem fica tão emocionada que desmaia e nessa sua inconsciência volta para a adolescência - é muito bonito - e se encontra com seus avós, seus pais, seus amigos de escola, seu namorado, seu maior amor, e faz então uma reflexão de tudo que viveu. Ela aproveita o momento para mudar algumas coisas... Vive outros sentimentos, resgata amizades perdidas - tudo nesse seu sonho profundo... Chorei muito! Por que nos distanciamos das nossas historias? Por que perdemos pessoas queridas? Por que a vida segue seu destino e nunca mais podemos voltar para traz?
Ficam os aromas, os perfumes, tudo de um jeito abstrato, lembro do céu azul e do sol ardente, sei, de olhos fechados, percorrer os trajetos dessa delicada lembrança... Da minha calça LEE, de cintura alta, das bocas de sino e dos tamancos de plataformas bem altos, das casas da minha rua, dos filmes que assistia domingo, as noites dos bailes, das festas juninas... Sinto saudade de mim mesma, saudades dos sucessos da época da Difusora, radio Am, dos seriados: “A feiticeira”, “Jiny é um gênio”. Das novelas: “Super Plá”, “Selva de Pedra”... Era gostoso passear na Rua Augusta, era proibido falar de politica... Me lembro da minha calça newman, das minhas batas indianas e dos tamanquinhos Dr. Sholl. Eramos formadores de muitas opiniões, éramos os donos do mundo... Acho que não havia relógio, pois não havia pressa, havia apenas a vontade de ser feliz!
Angela, Osni, Suzana, Lucia Helena, Tania, Silvinho, Poti, Paraguaçu, Potira, Olivia, Carlos, Juam, Cindy, Lenine, Bebel, Maggi, Mané, Birinha, Bebeto, Valeria, Glaucia, Alexandre, Dona Inez, Dona Marina, Seu Nelson, Seu Eduardo, Seu Silvio, Ricardo Tovar, Dora, Iará e tantos outros, a minha eterna saudade! Para vocês, arrumei uma moedinha e abaixo tem uma música muito especial. Beijos.
Boas e belas lembranças!
ResponderExcluirAlguns chamam isso de saudosismo.
Prefiro não dar rótulos.
Olho para traz apenas recordar momentos felizes. Depois, ainda com um sorriso nos lábios, torno a seguir em frente com mais ânimo, com mais vontade, sabendo que está valendo a pena viver!
E assim, continuo curtindo seu Jukebox Clotilde.
Ligia, querida, como diz Fernando Pessoa: "Tudo vale a pena se a alma não é pequena". Nessa estrada comprida da vida, esses momentos bons e eternos, quando recordamos, nos fazem mais feliz... Recordar é viver... beijos
ExcluirQue lindo Clotilde, quanto sonhei embalada por esta musica. E faz muito tempo que não a ouvia. Consegui voltar no tempo e sentir saudade. Coisa boa.
ResponderExcluirAmiga, adorei receber seu comentário. Fico muito feliz de saber que este texto também te trouxe recordações. beijos
ExcluirHoje vim reler e relembras. Sabe, sexta feira, dedico esse dia para viver e conviver com amigos, estejam eles no meu passado ou no meu presente. E hoje, como os amigos do presente não estão presente, dedico esse tempo às lembranças. Ontem fiz um texto chamado Eu Vivi Beatles. Ando saudosa a semana toda. Entra no meu blog que vc vai gostar. Bjos.
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