Fui convidada para ser madrinha de batismo da primeira filha do meu irmão Marcelo, a Isinha. Com muita honra e orgulho, aceitei na hora. Fui então fazer um curso para me preparar para tal evento e fui recepcionada por uma equipe muito acolhedora, na Igreja do Calvário. Tinham várias pessoas e inclusive alguns nenês, pois o curso é para os pais e padrinhos. Foi nos dada uma palestra para sabermos o que significa o batizado, depois fomos divididos em grupos para lermos sobre o batismo de João Batista, batismo de água, em que pela primeira vez estando Jesus lá para receber tal batismo o céu se abriu e uma voz falou: “Esse é o meu filho.”. Dai por diante a importância da comunhão da água e do sinal invisível, dando ao ser humano sua condição de filho de Deus.
Tenho vários questionamentos sobre ser filho de Deus. Penso que todos nós somos filhos de Deus, batizados ou não... Como ficam os índios e aqueles que por opção não foram batizados? E as criancinhas que morrem imediatamente aos seus nascimentos?
É muito bonito todo o ritual do batismo, é o momento que se é apresentado à comunidade... Um momento de muita emoção. Quando batizamos nossa terceira filha, Ana Maria, ela teve o privilegio de ser batizada por um bispo, era um motivo a mais para a solenidade ser mais tocante. Lá estávamos com nossas famílias, os padrinhos escolhidos e amigos. Normalmente se acompanha o batismo com um folheto que vai nos conduzindo durante a missa... Tem todos os ritos. Me lembro que algo, inesquecível, foi quando o Bispo perguntou: “O que vocês desejam para a Ana Maria?” e eu imediatamente falei: “Que ela seja muito feliz!”, veio de dentro de mim, da minha alma, pois com certeza era o que eu mais desejava para minha filha... O Bispo me olhou de uma maneira um tanto critica, dei a resposta errada. Deveria ter dito: “O Batismo”!
Fico pensando... Quando falei que queria que ela fosse muito feliz estava dizendo que queria o batismo... Foi tão sincero e verdadeiro, não li no ritual do folheto, falei com o meu coração. Acho que todos nós queremos que os nossos filhos sejam protegidos e super amados por Deus e imagino o quanto Deus é livre para recebê-los e acolhê-los independente de qualquer palavra. Deus provavelmente enxerga mais o nosso interior e não se prende a tantas formalidades.
Para nós, pais, o batismo é sem duvida um momento muito importante, é como se Deus olhasse para o nosso filho e também dissesse: “Esse é meu filho amado”, como fez com Jesus. Para nós, escolhidos como padrinhos, me vem a ideia da sensação de João Batista... A honra e a gloria de tal momento e para o batizado, criança, ou adulto, um pleno momento espiritual, onde sentimos visível ou invisível o céu bem perto de nós. Isinha, que você seja feliz!
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