sexta-feira, 21 de março de 2014

O tom do passado


Conheci o Arnaldo depois que postei uma foto antiga, da família da minha mãe, no face. Foto dos meus avós jovens e seus filhos pequenos, mamãe ainda bebe. Ele conta que foi vizinho, por muitos anos, da casa dos meus avós, além de ser do mesmo ano de nascimento da minha mãe, diz também da amizade com a família... Lendo sua mensagem, in box, senti algo tocante, como se de repente o telefone tocasse e do outro lado da linha fosse minha mãe - falecida em 2009.

Arnaldo devolveu para mim um raio de sol na estrada perdida do tempo, coberta de folhas amareladas, me deu a sensação de estar num tapete macio e de uma caminhada feliz!

Tietê, 1933, ano de nascimento da minha mãe... Hoje, em 2014 volto distante para as memorias de lá. Escuto sua voz, enxergo sua letra escrita em seu caderno de poesia... Vejo mais: sua juventude perpetuada na foto em branco e preto - doce saudade - lá estão pessoas amadas: Afonso, Clotilde, Irma, Ilse, Irio, Isa... Um momento que existiu mesmo e foi colorido, Arnaldo foi prova disso! Obrigada amigo, me senti voltando pra casa....

P.s. Na fotografia citada não está meu tio Ivo, ele ainda não tinha nascido.



Um comentário:

  1. Muito gostoso ler suas recordações. As fotos antigas nos contam histórias que valem a pena recordar.
    Gostei muito da frase final: "me senti voltando pra casa...".
    É assim que me sinto quando me deixo levar pelas boas lembranças....

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