Sexta–feira,
dia 24 de maio
Chego no
Salão, hoje é o dia da beleza. Três da tarde, faço minhas unhas com a Teca e o
que mais precisar... Lá encontro com minha amiga Deolinda e papeamos bastante,
no meio de tudo isso chamo o Carlos, ele é o cabeleireiro e dono do salão, e
mais ou menos sigilosamente e meio constrangida confesso: “Carlos, todas as
vezes que me sinto com problemas existenciais, pego uma tesoura e faço um
estrago no meu cabelo, queria que você
desse um jeito...”. Ele olhou para mim e bem piedosamente falou: “Sabe o que
faço nos meus dias de problemas existenciais? Eu pego a tesoura e minhas clientes saem felizes daqui”. Tipo
Eduard mãos de tesoura... Achei ótimo!
Olha que me
senti linda, acho que o espelho do Carlos já é preparado para elevar a
autoestima de suas clientes. Bem na frente do espelho havia um tubo bem grande
de laque e não pude acompanhar todo o processo de repaginação, mas quando pedi
licença para retirar aquele tubo me senti de alma nova.
Saí correndo
do salão, já era quase noite e ainda precisava passar no mercado pois Terezinha
Romano ia jantar na minha casa... Tínhamos combinado que ela levaria o antepasto e a sobremesa e eu cuidaria do resto. Como estava frio, iria fazer uma
bela sopa de abobora, com peras e queijo gorgonzola, deliciosa e bem apropriada!
Fiquei encarregada de comprar algumas garrafas de vinho tinto, andei xeretando
algumas sugestões no face do meu amigo Lenine Marcato, ele tem uma forneria em
Guarulhos, cidade bem perto de são Paulo e pelas suas postagens, pratos que
engordam só de olhar e vinhos que dão agua na boca... Sempre ótimas dicas!
Ontem a
temperatura estava bem fria, da varanda do meu apartamento o céu era da cor de
um jeans bem escuro e as nuvens borravam a escuridão. Conversa vai, musicas
antigas, não sei porque sempre opto por escutá-las, não sei, mas fiz varias
viagens no tempo, hora Tietê, lembrei das minhas lindas primas Ilze Maria, Ilka
e Ieda - nos nossos tempos de carnaval... Hora Ubatuba, hora Guarulhos, amigos e
lembranças... Senti uma infinita saudade da Bebel, minha irmã - partilhamos
desses momentos juntas. Terezinha Romano veio de Táxi, ainda bem, conversamos
até o galo cantar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário