Olhava o mar
tão imenso, não sei onde é o começo e nem aonde ele acaba... Estava perdida em
pensamentos. Atravesso esse oceano, como se fizesse a travessia da minha vida. Não
sei em que ponta se encontra o inicio,
se fica lá perdido, longínquo , aonde já não consigo enxergar ou aqui nesse
ponto em que sinto os meus pés molhados, tocados suavemente pelas ondas que
chegam mansas me tragando um pouco para dentro, o mar me abraça! As ondas vão e vem... Quanta história elas
trazem. Uma garrafa encosta em meus pés e dentro dela um papel umedecido me
chama a atenção. Não pude deixar de ler...
Havia uma
mulher que amara um violinista. Conhecera esse amor numa viagem de navio, ficou
tão encantada... Sua música, sua beleza, fez tantos poemas, tantos sonhos. Apesar
da distância de um enorme mar, havia a melodia das ondas, as estrelas que
estavam lá e mais que tudo isso a memória da pele, o calor do coração... A lembrança do olhar, do sorriso, já nem se
importava em viver, a saudade era de dor!
O amor é um
sentimento tão único, sentido de maneira particular, cada um sabe seu modo de
amar: “O Amor é fogo que arde sem se ver”, o amor é dom de doação, “Chore essa
saudade estrangulada”, “Aonde está você agora, além de aqui dentro de mim”... Abraço
o mar, fecho meus olhos, ouço a música
que o vento traz de longe, das histórias das pessoas... Do silêncio das pessoas
que ecoam pelo universo... E assim continuo a minha travessia, mesmo que ontem
já não exista, caminho para o amanhã, com a sensação que precisou existir um
passado para saber o quanto vale a pena viver!
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