quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Como uma onda no mar





Olhava o mar tão imenso, não sei onde é o começo e nem aonde ele acaba... Estava perdida em pensamentos. Atravesso esse oceano, como se fizesse a travessia da minha vida. Não sei em que ponta  se encontra o inicio, se fica lá perdido, longínquo , aonde já não consigo enxergar ou aqui nesse ponto em que sinto os meus pés molhados, tocados suavemente pelas ondas que chegam mansas me tragando um pouco para dentro, o mar me abraça!  As ondas vão e vem... Quanta história elas trazem. Uma garrafa encosta em meus pés e dentro dela um papel umedecido me chama a atenção. Não pude deixar de ler...

Havia uma mulher que amara um violinista. Conhecera esse amor numa viagem de navio, ficou tão encantada... Sua música, sua beleza, fez tantos poemas, tantos sonhos. Apesar da distância de um enorme mar, havia a melodia das ondas, as estrelas que estavam lá e mais que tudo isso a memória da pele, o calor do coração...  A lembrança do olhar, do sorriso, já nem se importava em viver, a saudade era de dor!

O amor é um sentimento tão único, sentido de maneira particular, cada um sabe seu modo de amar: “O Amor é fogo que arde sem se ver”, o amor é dom de doação, “Chore essa saudade estrangulada”, “Aonde está você agora, além de aqui dentro de mim”... Abraço o mar, fecho  meus olhos, ouço a música que o vento traz de longe, das histórias das pessoas... Do silêncio das pessoas que ecoam pelo universo... E assim continuo a minha travessia, mesmo que ontem já não exista, caminho para o amanhã, com a sensação que precisou existir um passado para saber o quanto vale a pena viver!


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