sábado, 13 de agosto de 2011

O Baile da “Graça”

Salve, salve as nossas memórias...Não é que fui buscar no meu baú de Narizinho uma historia que eu achei ótima.
Tenho uma amiga de muito tempo e ela me revelou que seu primeiro baile de mocinha ficou marcado para sempre. Não como uma boa lembrança e sim como algo que até hoje a faz corar de vergonha.
Foi na década de 60, os tempos eram bem diferentes, primeiro preciso dar algumas informações:
Na preparação do dia do baile, as mocinhas acordavam cedo, iam ao salão de beleza, lá passavam a manhã inteira com bobs e pequenas redes para preservar os cabelos até a noite, pintavam as unhas com cores claras e delicadas, faziam as sobrancelhas a Lá Greta Garbo, bem fininhas. Depois, passavam a tarde imaginando qual vestido e sandálias que ficariam mais bonitos para a ocasião.
Era um dia de muitos sonhos, afinal era comum encontrar um príncipe encantado, todas as moças se esmeravam, o dia era todo voltado a esse evento. Esqueci de contar, as meninas usavam vestidos longos e os rapazes ternos, era bem formal, as mocinhas nunca iam desacompanhadas ou iam com seus pais ou com uma tia solteirona...Eu tive uma tia solteirona, tia Irma muito querida, ela era a nossa guardiã nos bailes de mocinhas!
Segunda informação: O salão ficava todo propicio ao amor. As mesas tinham arranjos lindos, flores e velas.  A orquestra era toda preparada para esse clima, era noite de romance e musicas, para namorar até casar...
Voltando ao que aconteceu com minha amiga... ELA cumpriu todas as exigências, foi linda para o baile. Mas ficou horas esperando...esperando e não recebia um convite para dançar. Estava toda cheia de si, mas nada acontecia.  Já estava ficando entediada ou talvez infeliz, foi quando um rapaz se aproximou e  falou com ela. Mais que depressa ela se levantou, pronta para a dança, mas ele repetiu: “Dá licença para eu passar!!!”
Ela sorriu um sorriso amarelo e o rapaz passou...Coitada, Ficou com enxaqueca, precisou ir embora e ate tomar Engov.


2 comentários:

  1. Tudo era bem formal. As garotas estavam sujeitas ao "chá de cadeira" mas os rapazes tbm se arriscavam a levar uma "tábua" ao receberem um Não ao convite feito para dançar. O flerte correspondido era o sinal que poderia se aproximar. Um romantismo que já há muito deixou de existir.

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  2. ai Clo...tadinha.....chá de cadeira, um horror..dava até medo de ir aos bailes e de repente ninguem tirar pra dançar....
    Mas era um tempo muito bom! Saudade demais!!

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