Em tempos de férias, mas com muita saudade... Volto logo! beijos
domingo, 15 de julho de 2012
sábado, 23 de junho de 2012
Simplesmente Mãe
Gosto de rezar
ante de dormir, fecho os meus olhos e sempre me vem na cabeça a imagem de Deus
junto de Nossa Senhora. Sei que esse assunto é muito particular e acho
complicado exprimir pensamentos sobre nossa religiosidade, pois parto do
principio da liberdade de cada um escolher e ter suas próprias convicções. Eu
mesma já tive muitas duvidas, já fui deitar católica e acordei espirita, mas
sempre a forte imagem de Maria me garantiu e nunca deixei de tê-la como nossa
Mãe...
Não consigo
imaginar a possibilidade de não termos uma mãe e verifico que em tantãs
religiões a figura de Maria é de fundamental importância... Ressalto duas que me chamam a atenção, no Candomblé
e na Umbanda, por exemplo, a mãe dos homens é vista com muita beleza e reverência.
Outra noite
quando fechei meus olhos e comecei minhas orações encontrei Maria vestida de
Nossa Senhora das Graças, das suas mãos poderosas a luz cicatrizante aquecia
meu coração, então pensei o quanto esse calor me fazia sentir protegida, o
quanto me acalentava seu braços abertos, braços e abraços de mãe, vestida assim
tão singela, pronta para me colocar na cama e me fazer dormir.
Às vezes fecho
meus olhos e encontro Maria vestida de Rainha, poderosa, com um olhar de
cumplicidade ela me faz sentir o quanto intercede por nós... Me acalma, tranquiliza.
Não preciso usar da minha vós para chamá-la, basta o olhar, olhos nos olhos e a
certeza que escuta o meu coração... Amiga e mãe, socorrista, não se esquece de
nenhum filho, tem o mesmo olhar para todos!
Em outros momentos de oração me deparo com
ela, revestida com seu manto azul - cor da noite, bordado do céu - imagem que
me emociona. Sinto como se estivesse fazendo uma visita, vestida tão bela para
nos encantar. Entra na minha casa, se senta ao meu lado, me escuta e nada passa
batido, pois sente a minha alma, sabe de tudo que me inquieta e também de tudo
que me faz feliz..
Tantas Marias,
Maria de Guadalupe, Maria de Medigórie, Maria do Menino Jesus... Tantas Nossas
Senhoras, Senhoras dos Navegantes, Senhora
dos Aflitos, Senhora Desatadora dos Nós... Maria e sua coroa, escolhida para
cuidar, para passar na frente e iluminar com sua luz majestosa a nossa estrada!
A vejo assim, fecho meus olhos e lá vem vestida de Amor!!! Nossa Senhora de todos
nós, sem distinção... De todos Nos!
domingo, 3 de junho de 2012
Tem madame no Serasa
Fui dormir dando rizada, Iraty me
contou um fato que foi inédito para ela e confesso, para mim também. Aconteceu
nessa semana. Iraty é um ser comum, simpática e falante, mas quando entrou na
sala do Serasa, com certeza, não estava tão falante assim... Lá havia outras
pessoas e ela pegou sua senha e se sentou.
O Serasa é um órgão de consulta, lá você fica
sabendo como esta seu CPF... Alguns, muitas vezes, mais sujos que fraldinha de
bebê, com dívidas, cobranças, faturas atrasadas... (Senhor nos proteja! rs).
Naquela sala
de terror, mulheres e homens simples, pessoas sombrias aguardavam
silenciosamente o grande momento... Foi quando entrou ali uma senhora
totalmente diferente de todos os outros, muito bem vestida, cabelo arrumado – segundo
Iraty, tinha tanto laquê que mais parecia um capacete –, usando um belo óculos escuros,
toda enjoiada, joias de ouro grandes que chamavam a atenção e a destoava
totalmente do contexto... Uma verdadeira madame!
Bom , Iraty
contou que a tal senhora pegou sua senha preferencial e logo foi chamada, lá
foi toda feliz e ao ser atendida disse num tom super alto e todos escutaram: “ENTÃO
NÃO TEM MAIS NADA NO MEU NOME, GRAÇAS!!!!” Como se um bonde tivesse saído de
suas costas pegou sua bolça poderosa e chique, tirando então sua carteira, de
couro, vermelha, sacou duas notas azuis de 100 reais e deu ao moço que a
atendia, ele na hora respondeu: “Não posso aceitar!” Ela respondeu: “É só um
presente!” Nesse momento Iraty percebeu que todas as pessoas se entreolharam e compreendeu
o desejo imenso de todos... Quem não gostaria de receber tal Presente?
A senhora se
afastou do guichê, estava suando muito precisava tomar agua e se sentou ao lado
de Iraty, que providenciou um copo fresquinho de agua para ela, pois percebeu
que a “madame” estava bem desnorteada com o peso que tinha tirado das costas,
perguntou se ela estava bem e engatou uma conversa com aquela senhora tão
elegante, ela se chamava Maria Beatriz de Moura Paranhos – Até o nome era de
uma finesse...
Dona Maria Beatriz
sem nenhum constrangimento abriu o jogo, contou que descobriu, depois da morte
do seu marido, que ele torrou todo seu patrimônio com uma amante. Iraty, sempre
muito curiosa perguntou para dona Maria beatriz: “A senhora deve ter ficado
furiosa, não é?” Calma e distinta, ela respondeu: “Meu marido foi maravilhoso
comigo, me cobriu de mimos e presentes... Sinto muito a sua falta!“
Dona Maria
Beatriz conta que quando chegaram a São Paulo, há mais de quarenta anos, enfrentaram
muitas dificuldades. Tinham poucas coisas, não possuíam garfos nem colheres e
ao longo de suas vidas conquistaram muitos confortos. Hoje, mora num bairro
nobre da cidade, tem seus filhos e netos e, graças a Deus, seu CPF está novinho
em folha.
Nesse momento o numero da senha de Iraty foi
chamado, que pena, ela se levantou até
que consolada, afinal o mundo não perdoa nem as Madames que vestem Prada... Toda
feliz, descobriu que seu CPF também esta “limpinho”. Segundo ela, Dona Maria
Beatriz deu muita sorte e ela saiu de lá saltitante! Mas antes de partir foi dar
um beijo naquela senhora... Disse que ficaram “quase” melhores amigas, pena que
o tempo foi curto demais.
sábado, 26 de maio de 2012
Uma viagem vertical
Há algum tempo
atrás peguei um táxi para um percurso mais ou menos longo. Nesse dia eu não
estava muito a fim de conversar, só que foi inevitável, seu Fernando, o
motorista, logo no primeiro momento já me fez rir e daí para frente sua
história me envolveu tanto que eu já pensava numa forma de, quando chegasse no
meu destino, parar tudo e só descer depois de escutar o desfecho - história que
contarei numa outra oportunidade. O fato é que com o que ouvi do seu Fernando
aprendi coisas que gostaria de dividir com vocês.
Seu Fernando
teve uma experiência mística no Mosteiro de São Bento, em um momento de
dificuldade e de total perda de esperança ele olhou para a janela da igreja, enxergou
os raios do sol, de uma linda manhã, atravessando e iluminando o vitral e
naquele momento sentiu a forte presença de Deus. Contou para mim que a partir
dai começou a só rezar com o coração...
Como assim? Perguntei.
Então me disse: “Faço assim, entro no meu quarto, perfumo esse momento com uma essência
para que o ambiente fique digno para tal conexão, coloco uma musica, escolho aquela
que mais me aproxima para tal viagem e me entrego... Muitas vezes acordo no dia
seguinte, a sensação é que realmente estive lá, lugar de uma beleza única, e de uma paz infinita! Me
sinto abraçado por Deus, rodeado por anjos, sinto o carinho de uma mãe que me
sorri e me faz sentir seu filho, filho especial e amado, sinto também a
presença forte das pessoas que amo e que quero tanto incluir nesse momento de
ternura e proteção. Me sinto no espaço entre nuvens, numa paisagem de flores,
cantos mágicos, um sol que aquece e me entorpece... Me sinto tão feliz. É uma
comunhão real estou perto de Deus!”
Seu Fernando
me falou com tanta fé desse seu momento pleno que resolvi experimentar... Afinal
quem não deseja esse encontro? Então segui seus passos... E juro, foi a viagem
vertical mais deliciosa da minha vida... A mais inesquecível que já fiz! Escolhi
para essa viagem uma música que me faz ter certeza que ela foi feita no céu. Borrifei
um perfume suave e delicado em meu quarto, fechei meus olhos e então
adormeci...
Espero ter
novamente tal felicidade e a certeza que existe mais mistérios entre o céu e a terra
que a nossa vã sabedoria conhece! A música é essa, recomendo... Boa viagem!!!
sábado, 19 de maio de 2012
As verdadeiras cascatas
Tenho ouvido falar de um tal Cachoeira... Cachoeira daqui, Cachoeira dali. O Tal é homem envolvido com o jogo do bicho e com políticos que escoam seus valores no esgoto de um rio morto.
Sabemos que esse assunto já é comum, se perde tempo e na verdade não se constrói nada de novo. Não acabam ao menos com uma pizza de sabor original, é sempre a mesma historia e o mesmo desfecho. Nos resta engolir a mesma pizza com o mesmo sabor – ou será dissabor? É uma falta de respeito e muita cara de pau!
Falo tudo isso, pois hoje quero ressaltar algo de lindo que foi construído com a inspiração de Deus, a verdadeira cachoeira... Queda de água, cascata, cataratas, cursos de água que correm por cima de uma rocha... São tão lindas que nos encantam, abundância de um presente divino que nos prova a todo instante a incontestável obra de um ser que, além de criar o homem, caprichou em nos dar a beleza da natureza, nos deu de graça o encanto de coisas naturais que muitas vezes nem sabemos apreciar.
Outro dia vi pela televisão algo lindo, um papagaio europeu, ele era todo feito de um degrade de cinza, começava bem clarinho e terminava num tom mais escuro, mas o que eu mais achei incrível foi sua calda vermelha... Uma verdadeira pintura, combinação perfeita – Obra feita por Deus... Me pergunto, nesse universo de tamanha beleza, o céu, as estrelas, o mar, as cachoeiras, flores, perfumes e cores , melodias, sons harmoniosos que penetram na alma, porque o homem destoa tanto, já que ele é o principal personagem de toda essa criação? Basta olhar o milagre da vida para ter certeza que fomos criados para contemplarmos essa plenitude gratuita.
O que nos falta então? Será que a ambição é mais forte? O homem só tem uma certeza, a morte e essa ele não pode mudar. “Cachoeira” passará, mas não passarão as cachoeiras belas deste mundão.
domingo, 13 de maio de 2012
Pra não dizer que não falei de flores
Encontramos pelo caminho pessoas parecidas ou não, fisicamente de várias feições... O que temos em comum, são os olhos, nariz, boca, detalhes que nos identificam como seres humanos. Mas se somos compostos também de alma e essa é invisível, como podemos nos descobrir e perceber nossas reais semelhanças?
Imagino que poderia ser pelo caminho das afinidades. Então acho que, na verdade, seriamos mais identificados pelo que sentimos do que pelo que enxergamos. Temos um avesso guardado, protegido e esse sim é imortal. Existem pessoas de altura e largura interiores que vieram ao mundo para acrescentar, somar, construir. Que iluminam e fazem o mundo valer a pena. Mas existem outras que minusculamente dão suas parcas contribuições, são pessoas egocêntricas, mesquinhas, egoístas, não sabem aproveitar o dom da vida.
Me vem na memoria uma profissão, na verdade é um dom, a de ser bombeiro... Pessoas que apagam o fogo, o incêndio, salvam vidas. Paralelamente existe o incendiário... Coloca o fogo, incendeia e mata cruelmente qualquer tipo de vida.
Na vida podemos escolher livremente o que queremos ser: Bombeiros ou incendiários... Uma escolha que vem de dentro! Temos exemplos cruéis de incendiários que conspiram covardemente, que se sentem com o poder da destruição. São tão acima de uma consciência verdadeira que o que fazem não pesa, acima de tudo esta seu próprio poder, orgulho e suas armas repletas de ódio e balas certeiras.
No entanto, vejo e sinto que o universo tem suas leis e ele é mais poderoso do que tudo, faz sua conspiração divina... Existem também muitos anjos, que semeiam com amor e bondade o caminho de que acreditam num mundo cheio de flores e cores.
sábado, 5 de maio de 2012
Nova estação
Adoro flores,
plantas... Cada brotinho novo que vejo brotar verdinho me deixa muito feliz. Me
sinto responsável e agradecida pelas vidas novas que vejo desabrochando. Também
adoro ter como companheira minha mais que amiga Nina, seu corpinho peludo e
quentinho, sua respiração em sintonia com a minha, me lembra que estou viva, infinitamente VIVA!
Adoro ter sido
multiplicadora de vidas, ter dado através do meu ventre a vida dos meus filhos...
E meus filhos a vida dos meus netos! Adoro poder sorrir e receber sorrisos.
Outro dia a
Carol, minha filha mais velha, me falou: “Mãe, não vejo mais você comprar suas
“coisinhas”... Suas galinhas, seus pinguins, seus galheteiros, enfim aquelas
coisas todas de casa que você sempre adorou comprar, copos novos, mantas,
almofadas, você sempre tinha uma novidade para sua casa!”. Disse isso num tom
meio perplexa... Fiquei pensando!
Hoje,
recordando a minha conversa com a Carol, descobri o que mudou para mim, não é
que deixei de gostar dessas coisas todas, aprendi a gostar mais das coisas que
já tenho, aprendi a olhar com mais carinho tudo que me cerca. Minhas 10 galinhas
(adoro galinhas de enfeite porem, tenho pavor, morro de medo, das de verdade -
rs), os meus 8 pinguins e tantas outras excentricidades, como minha chaleira de porquinho, ganharam de
mim um olhar novo. Não sou colecionadora de objetos, o que já possuo é
suficiente para me alegrar, adoro minha casa enfeitada, sou romântica, cada
canto cada espaço é muito especial.
Não quero comprar coisas novas para ter de
guardar as outras, quero curtir sim outras coisas novas! E aí, o que mudou em
mim? Me sinto despojada, desejando ter experiencias “novas”, sair de dentro de
um mundo conhecido para outros horizontes... Olhar mais para as pessoas, olhar
mais para os lugares, descobrir que o céu é infinito e o mundo não é uma rua e
nem uma sala de visita... Como é imenso!
Não existem as
quatro estações - Primavera, Verão, Outono e Inverno? Não são sete as cores do arco-íris? Que graça
teria a vida da gente se fosse sempre noite ou sempre dia? Gostei de mudar!
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