sábado, 22 de outubro de 2011

O dilema de Maria


Já fazia dias que Dona Joana observava Maria. Via-lhe praticamente nua, tentando desfazer seu vestido de festa. Ficava horas na frente de uma máquina de costura, como se na vida pudesse perder tanto tempo.
Maria estava paralisada por uma dor, não conseguia enxergar alternativas para recomeçar. Joana, com seu jeito prático de ser, pensava como fazer para Maria sair de dentro de si e encontrar armas para enfrentar o que no momento era seu maior problema, “viver”.
Foi então que resolveu agir...Estava na sala com Maria, Dona Joana com seus “oclinhos”, enxergando mais do que havia lá, disse: “Numa guerra você atira ou morre”. Maria encolhidinha escutava toda aflita, pois sabia que Dona Joana tinha toda razão.
Maria precisava crescer, mas era bem difícil encarar as mudanças da sua vida. Dona Joana dizia: “Você é o único ser adulto que acredita em Papai Noel”. Maria sentia seu coração bater mais forte, pois tudo o que queria era acreditar em sonhos, era bem mais confortante, muito melhor do que encarar o mundo real.  Quando Maria se imaginava em uma guerra, de sua arma saia bolinhas de sabão ou lacinhos cor de rosa...não queria matar ninguém. No seu mundo ideal tudo era bom, céu e mar, sol, as pessoas...
Dona Joana com o dedo indicador em riste e com um tom firme fazia Maria tremer. “Maria decida sua vida, se não os acontecimentos decidirão por você”. Era tudo muito certo e claro, mas como fazer? Era “A escolha de Sofia” , nascer de novo ou apenas morrer...

domingo, 16 de outubro de 2011

E aconteceu assim...

Uma família. Pai, mãe, Iara filha do casal e Suzana, filha adotiva.
Todos se amavam muito, havia uma ligação plena de respeito, admiração...
...Passaram-se os anos.
Os laços de Suzana com seu pai adotivo eram enormes, existia uma afinidade de almas. Já moça, Suzana casou e foi morar em outra cidade, mas os encontros da família continuavam frequentes.
Iara também se casou, mas continuou perto de seus pais.
Suzana teve três filhos, Gil, Mara e Lucy. Iara, dois, Samuel e Rodrigo. Existia uma amizade forte que selava aquela família, pois o fato de Suzana ser adotiva não mudava absolutamente nada, pelo contrário, o amor parecia ser bem maior.
Foi que numa manhã de outono, Suzana recebeu um telefonema de sua mãe Dona Nair, dizendo: - Filha, seu pai não está muito bem! Chamou-a várias vezes e está ardendo em febre.
Suzana, mais do que depressa se arrumou, pegou seu carro e foi ao encontro de seu pai. A distância não era muita, apenas 100 quilômetros, em uma hora estaria lá.
Quase para chegar, Suzana parou para abastecer seu carro em um posto numa cidade de interior, que de tão pequena, quase todos se conheciam. Suzana aproveitou e ligou de seu celular para avisar que estava chegando, porém, ficou toda paralisada, caiu sobre a direção de seu carro, teve um enfarte fulminante, do outro lado da linha Dona Nair gritava desesperada, seu Antônio acabava de morrer também de enfarte fulminante. Morreram os dois na mesma hora.
Isso é real! Coincidências de vida, a morte de pai e filha, assim juntos, como se o amor de um pelo outro fosse o complemento de suas existências e um não poderia viver sem o outro. Como explicar? 

sábado, 8 de outubro de 2011

Quem chora a dor do outro?

           Outro dia senti pena de mim mesma por uma situação vivida, até chorei e pensei: Quem sentirá a dor que sinto? Alguém consegue sentir o sofrimento do outro?
          Naquele momento me lembrei do trecho de uma música do Chico Buarque, que diz: “A dor da gente não sai no jornal”.
          A dor é tão íntima e tão pessoal, um buraco, um vazio, um pesadelo abstrato e real.
          Chorei... Quem sabe as lágrimas fossem bálsamos cicatrizantes...
          De que órgão provêm as lágrimas que escorrem,  dos olhos, que olham para fora, ou do coração, que está lá dentro e vibra a cada instante mas não vê e nem percebe que o outro chora também?


sábado, 1 de outubro de 2011

Nino: voou , voou, voou, voou!



Esta é a história do Nino, o papagaio da minha amiga Fátima. É bem interessante.  Clique no play e escute.

domingo, 25 de setembro de 2011

Minha Nina

Desta vez fiz diferente, abri meu coração e falei da minha linda filhinha. Espero que gostem desta novidade...Clique no play e escute!


domingo, 11 de setembro de 2011

Direito de resposta

Iraty leu meu texto e mandou um e-mail para mim, bem humorado, ainda bem! Não ficou nada chateada, só que pediu para eu também contar meus desastres. Concordei! Então, lá vai o que foi inédito e verídico.
Fui buscar minha filha Carol em seu apartamento, entrei na garagem para esperá-la, na hora de sair de lá olha o que aconteceu...Havia uma cordinha para puxar, ela abria o portão de saída...bem moderno e eficiente, só que comigo não foi assim. Na hora de sair puxei a bendita e nada, só depois de colocar mais força foi que o portão abriu, fechei a janela do carro e só descobri depois que a corda ficou presa na janela. Consegui levar a cordinha comigo, olha, fiquei muito mal. Acabei com aquele sistema, ri para não chorar...Que vexame.
Outra coisa inédita na minha vida de motorista foi o seguinte, morava em um prédio e tinha muitos amigos, Angela e Helinho, que são amigos até hoje, e outros mais. Eu não tinha garagem, meu carro ficava na rua. Num final de semana, depois de voltar com compras de mercado, estacionei o carro na vaga dos meus amigos, eles tinham viajado para Barretos, fiquei tranquila, não estaria atrapalhando ninguém!
Bom, no dia seguinte, na hora de pegar o carro, que situação...meus amigos tinham um Scort e quando cheguei na garagem vi um Scort estacionado ao lado do meu carro. Que vergonha, eles haviam chegado durante a noite e precisaram colocar em outra vaga...Fiquei de todas as cores. Foi aí que entrei em ação...Tirei meu carro rápido de lá, peguei o Scort que estava com a chave no contato e coloquei na vaga da Angela e do Helinho. Estava super desconcertada.
Pasmem, o Scort não era o dos meus amigos e sim de outros moradores. Manobrei o carro errado!
Iraty, espero que meus foras te consolem. Sem contar que quando estaciono na rua, preciso chamar um táxi, pois é bem comum ficar distante da calçada, preciso sempre de carona pra chegar até ela...coisas de mortais. Já cheguei a pedir para um flanelinha estacionar pra mim. Tudo era segredo , mas me senti endividada  com você. Então vamos partilhar nossos momento “íntimos”.


sábado, 3 de setembro de 2011

Ira no volante, que perigo!

Iraty é uma amiga do peito, mas no quesito dirigir ela é bem perigosa!
Outro dia fomos juntas tomar um café na Offner e ela estacionou seu carro numa descida. Saímos do automóvel, quando olho para Iraty, ela estava em cima do capô, segurando os para-brisas, como se assim ela pudesse parar o carro que estava descendo. Ela tinha esquecido de puxar o breque.  Ainda bem que uma árvore gigantesca interrompeu a catástrofe.
Tomamos o café, nos acalmamos, conversamos um pouco e até rimos. Na volta, ela iria me deixar em casa. Mesmo assustada, nervosa, tentei não demonstrar, mas foi impossível. Ela dirigia conversando e olhando para mim, como se estivéssemos numa sala de visitas, tirava finas e finas dos outros carros e quase atropelou uma pomba.  Percebemos um cheiro forte de borracha queimada...Não é que o trajeto todo ela dirigiu com o freio de mão puxado. Meu Deus...cheguei sã e salva.
Liguei para minha amiga Edna, uma amiga que temos em comum, para desabafar. Ela morreu de rir e contou mais. Uns meses antes, estava em uma festa e, na hora de ir embora, Iraty ofereceu uma carona pra ela. Foram para o carro, Iraty sentou no banco do motorista, Tereza, uma outra amiga, no banco do carona e Edna iria se se sentar no banco de trás, mas não teve tempo nem de abrir a porta, Iraty arrancou com o carro, deixando-a plantada na rua. E o pior, passou com a roda em cima de seu pé.
Ira, vamos combinar, dá próxima vez vamos de táxi.