Desta vez fiz diferente, abri meu coração e falei da minha linda filhinha. Espero que gostem desta novidade...Clique no play e escute!
domingo, 25 de setembro de 2011
domingo, 11 de setembro de 2011
Direito de resposta
Fui buscar minha filha Carol em seu apartamento, entrei na garagem para esperá-la, na hora de sair de lá olha o que aconteceu...Havia uma cordinha para puxar, ela abria o portão de saída...bem moderno e eficiente, só que comigo não foi assim. Na hora de sair puxei a bendita e nada, só depois de colocar mais força foi que o portão abriu, fechei a janela do carro e só descobri depois que a corda ficou presa na janela. Consegui levar a cordinha comigo, olha, fiquei muito mal. Acabei com aquele sistema, ri para não chorar...Que vexame.
Outra coisa inédita na minha vida de motorista foi o seguinte, morava em um prédio e tinha muitos amigos, Angela e Helinho, que são amigos até hoje, e outros mais. Eu não tinha garagem, meu carro ficava na rua. Num final de semana, depois de voltar com compras de mercado, estacionei o carro na vaga dos meus amigos, eles tinham viajado para Barretos, fiquei tranquila, não estaria atrapalhando ninguém!
Bom, no dia seguinte, na hora de pegar o carro, que situação...meus amigos tinham um Scort e quando cheguei na garagem vi um Scort estacionado ao lado do meu carro. Que vergonha, eles haviam chegado durante a noite e precisaram colocar em outra vaga...Fiquei de todas as cores. Foi aí que entrei em ação...Tirei meu carro rápido de lá, peguei o Scort que estava com a chave no contato e coloquei na vaga da Angela e do Helinho. Estava super desconcertada.
Pasmem, o Scort não era o dos meus amigos e sim de outros moradores. Manobrei o carro errado!
Iraty, espero que meus foras te consolem. Sem contar que quando estaciono na rua, preciso chamar um táxi, pois é bem comum ficar distante da calçada, preciso sempre de carona pra chegar até ela...coisas de mortais. Já cheguei a pedir para um flanelinha estacionar pra mim. Tudo era segredo , mas me senti endividada com você. Então vamos partilhar nossos momento “íntimos”.
sábado, 3 de setembro de 2011
Ira no volante, que perigo!
Outro dia fomos juntas tomar um café na Offner e ela estacionou seu carro numa descida. Saímos do automóvel, quando olho para Iraty, ela estava em cima do capô, segurando os para-brisas, como se assim ela pudesse parar o carro que estava descendo. Ela tinha esquecido de puxar o breque. Ainda bem que uma árvore gigantesca interrompeu a catástrofe.
Tomamos o café, nos acalmamos, conversamos um pouco e até rimos. Na volta, ela iria me deixar em casa. Mesmo assustada, nervosa, tentei não demonstrar, mas foi impossível. Ela dirigia conversando e olhando para mim, como se estivéssemos numa sala de visitas, tirava finas e finas dos outros carros e quase atropelou uma pomba. Percebemos um cheiro forte de borracha queimada...Não é que o trajeto todo ela dirigiu com o freio de mão puxado. Meu Deus...cheguei sã e salva.
Liguei para minha amiga Edna, uma amiga que temos em comum, para desabafar. Ela morreu de rir e contou mais. Uns meses antes, estava em uma festa e, na hora de ir embora, Iraty ofereceu uma carona pra ela. Foram para o carro, Iraty sentou no banco do motorista, Tereza, uma outra amiga, no banco do carona e Edna iria se se sentar no banco de trás, mas não teve tempo nem de abrir a porta, Iraty arrancou com o carro, deixando-a plantada na rua. E o pior, passou com a roda em cima de seu pé.
Ira, vamos combinar, dá próxima vez vamos de táxi.
sábado, 27 de agosto de 2011
Livre como um peixe
Quando era adolescente, morava em Vila Galvão, um bairro de Guarulhos. Era um lugar privilegiado, havia um lago muito bonito e a natureza era bem abundante,
Mas o que eu mais gostava era do Clube, o “Nosso Clube”, considerava a minha segunda casa. Lembro com saudade dos bailes e festas juninas, também de pessoas que, sem dúvida, não dá para esquecer, Seu Silvio, Seu Nelson, Seu Eduardo, Dona Marina, Dona Inez e uma turma de amigos bem bacana.
As piscinas deliciosas me fizeram ter uma grande identificação com a água, portanto nadar era uma paixão, adorava mergulhar e atravessar 25 metros de baixo d’agua. Nadava clássico, crawl e borboleta, tinha meus talentos atléticos e me considerava um peixe. Talvez por isso, tenha sido convidada para participar de um campeonato de natação, o “Inter Clubes”, aceitei convicta, era uma forte concorrente.
No dia da prova clube lotado, torcidas organizadas, todo mundo estava em festa. Meus pais e irmãos todos lá para me prestigiar. Já me via com as medalhas penduradas no pescoço, corria de um lado para o outro fazendo aquecimento, me sentindo a dona do pedaço, pois na minha prova eu era a representante oficial do “Nosso Clube”.
Chegou enfim o momento mais importante, a torcida já gritava meu nome e me preparei para o mergulho, o juiz apitou.
Sai nadando clássico, o estilo mais lento da natação...Da para acreditar?! Isso mesmo, quando o apresentador do evento anunciou a prova e disse nado livre eu entendi que era mesmo livre e então caprichei achando que eu poderia escolher qualquer estilo, só que pela regra era pra sair no crawl. Só escutei as vaias...Uhhhhhh! Fui a última a chegar...Que mico! Passei a maior vergonha...
sábado, 20 de agosto de 2011
Joaquim e Joaquina
Estava na sala de jantar observando o Joaquim, nosso canário amarelo.
Ele passa seu tempo no poleiro, praticamente é só isso que ele faz, sempre na mesma posição. Achei bem sem graça sua vida, logo me imaginei nessa posição, parada, olhando sempre o mesmo lugar, que triste!
Será que lá no céu os anjos voam? Ou ficam em suas nuvens branquinhas, silenciosos e sonolentos?
Como o Joaquim se diverte? E os anjos?
Resolvi fazer uma experiência, comprei uma canarinha para fazer companhia para o Joaquim e pedi para nossa secretária, a Noi, que há muito tempo trabalha em nossa casa, para escolher um nome para a nossa mais nova agregada e com muita criatividade ela a batizou de Joaquina.
Percebi que algo mudou na vida do Joaquim, ele está mais feliz, se agita, pula de um poleiro para outro...Ele não é mais o mesmo.
Agora o Joaquim olha para a Joaquina... Se olham e cantam, um par de namorados, um casal de amigos!
E acho que os anjos também se divertem... Eles usam suas nuvens para namorar as estrelas, o luar, fecham seus olhinhos para contemplar o arco ires, deslizam pelos raios do sol, pulam de nuvem em nuvem brincando de amor, rindo de paixão...Tendo no universo a paz . Como os anjos e os pássaros, nós seres humanos precisamos da beleza do amor para existir e realmente ser feliz!!!
sábado, 13 de agosto de 2011
O Baile da “Graça”
Salve, salve as nossas memórias...Não é que fui buscar no meu baú de Narizinho uma historia que eu achei ótima.Tenho uma amiga de muito tempo e ela me revelou que seu primeiro baile de mocinha ficou marcado para sempre. Não como uma boa lembrança e sim como algo que até hoje a faz corar de vergonha.
Foi na década de 60, os tempos eram bem diferentes, primeiro preciso dar algumas informações:
Na preparação do dia do baile, as mocinhas acordavam cedo, iam ao salão de beleza, lá passavam a manhã inteira com bobs e pequenas redes para preservar os cabelos até a noite, pintavam as unhas com cores claras e delicadas, faziam as sobrancelhas a Lá Greta Garbo, bem fininhas. Depois, passavam a tarde imaginando qual vestido e sandálias que ficariam mais bonitos para a ocasião.
Era um dia de muitos sonhos, afinal era comum encontrar um príncipe encantado, todas as moças se esmeravam, o dia era todo voltado a esse evento. Esqueci de contar, as meninas usavam vestidos longos e os rapazes ternos, era bem formal, as mocinhas nunca iam desacompanhadas ou iam com seus pais ou com uma tia solteirona...Eu tive uma tia solteirona, tia Irma muito querida, ela era a nossa guardiã nos bailes de mocinhas!
Segunda informação: O salão ficava todo propicio ao amor. As mesas tinham arranjos lindos, flores e velas. A orquestra era toda preparada para esse clima, era noite de romance e musicas, para namorar até casar...
Voltando ao que aconteceu com minha amiga... ELA cumpriu todas as exigências, foi linda para o baile. Mas ficou horas esperando...esperando e não recebia um convite para dançar. Estava toda cheia de si, mas nada acontecia. Já estava ficando entediada ou talvez infeliz, foi quando um rapaz se aproximou e falou com ela. Mais que depressa ela se levantou, pronta para a dança, mas ele repetiu: “Dá licença para eu passar!!!”
Ela sorriu um sorriso amarelo e o rapaz passou...Coitada, Ficou com enxaqueca, precisou ir embora e ate tomar Engov.
domingo, 7 de agosto de 2011
Dona Irene
Sábado, 6 de agosto de 2011, 9:30 da manhã, atendo meu celular, é dona Irene. Ela é amiga da minha tia Estela, ligou para saber o numero do celular da minha prima Ligia, pois queria cumprimentar minha tia, que faz aniversario.
Falei que eu não estava na minha casa, portanto sem a minha agenda. Perguntei por que ela não ligava para a casa do meu pai, assim conseguiria o numero.
Ela me falou: “Já liguei e ele esta assistindo a missa, não quis interrompê-lo”.
Meu pai vê todas as missas da Rede Vida, momentos “Sagrados”, ele não fala com ninguém. Dona Irene e eu começamos uma conversa bem gostosa, ela quis saber a idade do meu Pai , contei: “86 anos e a senhora?” Toda orgulhosa diz: “89”.
Sua voz firme e sua lucidez me impressionaram: “A senhora deve estar muito bem...”
“Graças a Deus, agradeço a ele todos os dias, ainda dirijo, viajo, faço compras, sou feliz.”
Como é bom escutar pessoas entusiasmadas pela vida. E ela ainda me diz, tenho uma filosofia de vida: “Tem pessoas que só olham para baixo e só vêem os buracos, eu não, gosto de olhar para cima, vejo o céu e as flores.”
Nossa quanta sabedoria. E ainda bem humorada finaliza rindo: “Olho tanto para cima que às vezes levo uns tombos, o último que levei quebrei uma costela, só que quando levanto há sempre uma nova flor para eu olhar!”
Lindo, dona Irene, que haja sempre um jardim em sua vida, Parabéns.
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